31 de agosto de 2012

Novidades na Boo Moda & Lúdicos

Asas a imaginação! Criatividade! Inventividade! Poesia... Fantasia... Memória... Afetos... Misture tudo e pronto! Isso é a Boo!
 
E é nessa loja, diferente de tudo que vcoê já viu em Brasília, que duas novidades chegaram e já estão fazendo sucesso: os Kits Craft Design da Melissa & Doug e a Bolsa Carteiro.
 
Os Kits Craft são comportos por vários brinquedinhos de customização e criação, que as crianças adoram pois fazem a linha do "faça você mesmo". Além de tudo proporcinam dupla diversão, a primeira, no  no ato da criação e confecção e depois nas brincadeiras de "faz de conta".
 
 
 
Primeiros passos na educação financeira? Mas com muita criatividade! Diversão total e um lindo porquinho cofrinho personalizado para eu chamar de MEU!!
 
Já a Bolsa Carteiro é ideal para os pequenos que estão aprendendo a ler e escrever. Super fofa e lúdica, é composta pela bolsa de carteiro e postais, tudinho para os pequenos se expressarem graficamente e sair entregando suas mensagens por aí! Demais, né! Um super estímulo na fase da alfabetização.
 

 

Big Father


"Que riqueza não é, ser filho de um bom pai."  (Juan Luis Vives)
 

Sempre soube o que um pai faz ou deveria fazer, mas nunca tinha vivenciado de perto essa relação. 

Abandonada pelo pai biológico antes dos dois anos e tendo vivido alguns anos com um padastro que dispensa comentários, desconhecia os encantos de uma convivência amorosa entre pai e filho.

A experiência que quero compartilhar começou quando finalmente nosso resultado positivo chegou e soubemos que teríamos o Gabriel. Foi assim que vi o nascimento de um pai apaixonado, preocupado e extremamente atencioso.

Mesmo tento infinitos exemplos de que os pais de nossa geração são muito mais participativos que os de outrora, ainda ouvia algumas amigas-mães se queixarem que após o nascimento os cuidados com o bebê não eram divididos tão igualitariamente entre papai e mamãe. Ouvi coisas do tipo: "Banho ele tem medo de dar; fralda de cocô ele não troca; papinha ele não sabe fazer".

Felizmente, tive e tenho até hoje gratas surpresas lá em casa.

As vésperas de nosso filho Gabriel completar 3 anos ainda não vi o Marcus fazer corpo mole para trocar aquela fralda recheada no meio da noite, ou deixar de ir ao quarto do pequeno de madrugada para checar janela, luz, cobertor, etc.

Entre nós nunca houve o tipo de discussão de “você faz isso eu faço aquilo”, sempre compartilhamos tudo, e até hoje é assim (para não confessar que ultimamente ele faz um "tiquim" a mais que eu, mas é por me faltar tempo e não vontade).

Marcus tem o privilégio (de certa forma, rs) de trabalhar por escala, assim fica mais tempo ao lado do nosso pequeno e é sem dúvida o parceiro em suas atividades rotineiras. É ele quem leva o Gabriel para a escola, para consultas de rotina, para tomar vacinas, para fazer compras, para pagar contas no banco..... No prédio que moramos a dupla é super conhecida.

Vivo me deparando com situações entre eles que acho lindas e engraçadas, por exemplo, chegar em casa e encontrar o filho com uniforme novo da escola e ouvir do pai que ele estava precisando, ou com novo par de tênis que o pai comprou porque achou confortável, ou com uma pipa caseira para aproveitar a época de vento para brincar, ou ainda uma casa de papelão no meio da sala feita com uma caixa enorme que foi recolhida da porta do prédio pois ele achou que daria uma brincadeira divertida, e por ai vai.... É uma delícia ver esse pai-mãe, pai-amigo e pai-paizão em ação, e me sinto  especialmente feliz por isso.

Sou muito grata a Deus pelo pai que ele escolheu para o Gabriel. Tenho certeza que todo esse amor e dedicação faz e fará diferença na vida deles.

Aproveito o mês dos pais para dizer: obrigada amor, por tudo o que você faz para e pelo nosso filho!



E vocês? Imagino que todas tenham histórias lindas sobre essa relação de pai e filho (a). Compartilhe conosco uma que te emocionou ou que simplesmente achou diferente.

Andréa, mãe do Gabriel

30 de agosto de 2012

Resultado do Sorteio do Dia dos Namorados!


Oi pessoal!

Como prometido, hoje é o dia do resultado da promoção dos Dia dos Namorados BMB!

Nossas 5 guerreiras que não desistiram de namorar e pediram uma forcinha ao blog são:

  1. Cri UnB
  2. Rosirivas2000
  3. Katilene
  4. Angélica
  5. Vivi

Todas curtiram a fun page, então concorreram igualmente aos dois prêmios prometidos.

E as vencedoras são: Katilene e Angélica

http://www.sorteador.com.br/arquivo.php?consulta=85693

Parabéns meninas!

Enviem um email nas próximas 48 horas para o maesdebrasilia@gmail.com informando Nome completo, telefone para contato, endereço completo!
Grande abraço e cultivem o amor!

BMB

O mundo do “faz de conta”



Uma das coisas mais deliciosas de acompanhar nessa nova fase do Gustavo, que está próximo de completar 3 aninhos, é observá-lo brincando. 

As brincadeiras que até pouco tempo se limitavam a bloquinhos de montar, massinha e brinquedos que fazem barulho, hoje evoluíram bastante e o “mundo do faz de conta” impera lá em casa.

Sim... se ele quer brincar com algo que não tem arruma logo um substituto de “faz de conta”.

A vontade que dá em um primeiro momento é de sair comprando tudo que ele imagina para que ele possa brincar de verdade, mas depois de um pouco refletir a respeito cheguei à conclusão de que não posso podar sua fantasia assim, pois com certeza isso contribui para o seu desenvolvimento global. Isso sem contar que fantasiar é mesmo muito gostoso.

Assim, lá em casa a sua “mesa de ferramentas” outro dia virou churrasqueira e ele passou horas brincando com o vovô de fazer churrasco. Eu me arrumava para ir a um casamento nesse dia e só ouvia e espiava a brincadeira deles. Dali saiu picanha, maminha, linguiça, peixe e muito mais.

Muito mais que uma mesinha de ferramentas
Recentemente o que me levou às gargalhadas (contidas, claro, pois para ele a brincadeira é coisa séria) foi o “regador” que virou microfone. Ele estava tocando seu violão, que AMA, e o regador estava em cima da mesa, bem na sua frente. Fui tirar de lá para observá-lo melhor tocando e levei uma broca: “-Não tira mamãe, é meu microfone!”


Regador microfone

E dessa forma a imaginação corre solta lá em casa... o carrinho vira moto, o boné capacete e assim meu “motoqueiro” está equipado e feliz.

Aqui a pazinha de lixo que fez as vezes de microfone

Além de ser delicioso observar suas brincadeiras, ainda recebo a lição de que realmente ele não precisa de muito para se divertir, pois o principal, a imaginação, já tem de sobra.

Amanda, mãe do Gustavo.

29 de agosto de 2012

Dia dos Pais BMB


Dia dos Pais este ano foi dia 12 de agosto, certo? Para os “Big Fathers Brasília” não! A data foi comemorada com certo delay, no dia 18 último.

Nossa festinha começou com uma atividade deliciosa, a "Cantação de Histórias", realizada pela parceira Boobambu, onde músicas e histórias se misturaram a um barulho considerável feito por crianças e papais (e os respectivos instrumentos (?) musicais).















Depois foi a vez dos crepes, um mais gostoso do que o outro! Teve papai repetindo 8 vezes (né, tio Roberto?) e alguns foram mais comedidos (não consigo lembrar de nenhum!). O legal foi comparar o comportamento alimentar da criançada com a festinha que fizemos há um ano! Como já estão “rapazes” e “mocinhas”, comendo tudo direitinho!!!




Durante todo o encontro, nossos pequenos brincaram livremente. Foram super-heróis, entraram e saíram de túneis e tocas, dançaram, pegaram “balões voadores”, e (quase) tomaram banho em um espelho d’água!



Para finalizar a noite, cantamos um Parabéns especial para duas Bigmotherns (Cris e Amanda) e dois Bigfathers (Douglas e Luiz Eduardo), nossos aniversariantes de agosto. Claro que teve bolo (bem grande!) e velinha (né, tio Douglas?). Desejamos a vocês quatro toda saúde e toda paz que possa haver!


E festa boa termina com o que? Lembrancinha! Isso mesmo! Cada papai saiu da festa levando consigo uma linda lembrancinha: um pequeno porta-retratos de EVA com uma foto bem gostosa dos respectivos filhotes.

Foi um dia perfeito (quase, faltaram 2 papais que não puderam comparecer), onde as crianças puderam dizer (mesmo que não em palavras) mais uma vez: Papai, eu te amo!
Abraços, Big Motherns Brasília

28 de agosto de 2012

Organizador de brinquedos – já pensou que pode ser uma ótima solução?



Pois é... O bebê chegou, cresceu e sua casa começou a receber brinquedos de tamanhos, cores e formas variadas. Às vezes você vai ao comércio e se depara com “aquele” carrinho ou “aquela” boneca da preferência do(a) seu/sua filho(a) e, bingo (!!!), não resiste e leva de presente. Ou quando ele(a) cresce um pouco mais e já aprende a pedir (a coisa complica, né?!) e você, por razões diversas, cede e compra o brinquedo.

Alegria geral é verdade. Não podemos esquecer que brinquedos e crianças se atraem e que nós, pais e mães, queremos (e gostamos!) de vê-los(as) sempre alegres e sorridentes, mas muitas vezes precisamos nos esforçar para não cairmos em “tentação” – a tentação do consumismo, diga-se de passagem – e não exagerar na ‘dose’.

Mas, que pai ou mãe nunca se deixou levar pelo desejo de receber um lindo sorriso como retribuição por um presentinho vez ou outra, não é mesmo!?

Se você se percebeu nessa situação em algum momento, não se culpe e desfrute da dica que compartilho aqui: que tal se valer de um organizador de brinquedos como forma de ensinar seu/sua filho(a) que ele(a) tem a responsabilidade de ajudar a família a guardar os brinquedos e manter a casa organizada?! Já pensou que ótima oportunidade de ensino? ;-)

O mercado oferece modelos, tamanhos, formas e cores variadas para você se dedicar à procura de um organizador de brinquedos que seja “a sua cara” (ou “a cara do seu filho”, claro).

Compartilho alguns que encontrei quando me deparei pesquisando sobre o tema – aqui em casa adotamos um organizador como esse da 1ª foto do post (à venda no Sam’s Club e Walmart, viu gente?!), o que não te impede de usar a criatividade e produzir um lindo e prático organizador com materiais que você tenha em casa – o bolso e o meio ambiente agradecem!






Abraços, Carol Braz (mãe do Rafael)
Imagens: Google

27 de agosto de 2012

Circuito Capital Run - Etapa Sudoeste

Chip no tênis, lá vamos nós!
Quem conhece Brasília e já teve a oportunidade de transitar de carro pelo Setor Sudoeste pode confirmar como a região é aprazível, servida de ótimo comércio local, com excelente acesso ao centro e vista maravilhosa para o Parque da Cidade. Área nobre de fato e de direito.

Antes da prova na tenda da Next Run e na largada
 Mas quem topa percorrer alguns quilômetros do Sudoeste a pé (caminhando ou correndo) vai atestar que aquilo lá é puxado demaaaaaaaaaaaaaaais!... São descidas discretas e subidas nem tanto, longas e alternadas que exigem bastante concentração e esforço. O tempo seco e o frio intenso de inverno brasiliense deram o toque especial para tornar este desafio ainda mais atraente pelo grau de dificuldade. Pasmem, é verdade!

Depois - Maiara, Polyanna e Amanda
 O trecho que sai da área lateral do Terraço Shopping, vai até o Eixo Monumental por dentro das quadras residenciais e volta ao início pelo SIG seguindo a frente do Parque foi eleito por Amanda, Maiara e Polyanna como o circuito mais extenuante de todos já cumpridos até aqui porque exigiu ainda mais força e resistência.

Tenda da NextRun no local conta com treinadores, massoterapeutas, aquecimento pré-prova, alongamento pós-prova, frutas, sanduíches, frios, barras de cereal, isotônico, água, protetor solar e guarda-volumes.

 Foi assim que as Big Motherns Brasília, com apoio sempre presente da parceira Next Run Assessoria Esportiva, participaram do Circuito Capital Run – Etapa Sudoeste que aconteceu em 26 de junho de 2012.
Dia após dia esperamos contagiar você a querer também mais qualidade de vida. See you soon.

Maiara, mãe de Nicole

26 de agosto de 2012

Excesso de videogames eleva isolamento e agressividade das crianças, diz estudo


Crianças que jogam até 16 horas de videogames por dia podem estar viciadas e desenvolver comportamento mais agressivo, intolerante e de isolamento da sociedade, segundo aponta um estudo da Associação Britânica de Gerenciamento da Raiva (BAAM, na sigla em inglês).
 
Em uma pesquisa que ouviu 204 famílias da Grã-Bretanha, a entidade ressalta os riscos do excesso da atividade e a necessidade de que os pais estabeleçam limites na relação que as crianças desenvolvem com os jogos eletrônicos.

Os pais de crianças entre 9 e 18 anos acreditam que o videogame influencie o convívio familiar e as habilidades sociais de seus filhos. A pesquisa apurou que 46% dos pais acham que o excesso dos jogos leva a menos cooperação em casa.

"A situação mais típica que encontramos é da criança que se torna irritada e agressiva quando solicitada a arrumar o quarto, fazer os deveres de casa ou jantar, quando o que ela realmente quer é continuar jogando videogame", disse à BBC Brasil Mike Fisher, diretor da BAAM.

Na escola, professores se queixam de alunos com falta de concentração, sonolência, irritabilidade e dificuldades de interagir com os colegas.

Mas esses são apenas alguns dos efeitos que a obsessão pelos jogos pode causar, explica Fisher.

Estudos e exemplos práticos mostram que a continuidade do isolamento social pode levar a casos extremos como o dois dois adolescentes que mataram 12 colegas e um professor em Columbine, nos Estados Unidos, em 1999, e do norueguês Anders Breivik, que em julho do ano passado matou 69 pessoas em um ataque a uma colônia de férias.

Nos dois casos emblemáticos os assassinos passavam mais de dez horas por dia jogando videogames violentos.

"Breivik admitiu jogar ‘Call of Duty’, um game de violência, por mais de 16 horas por dia, com o objetivo de treinar a coordenação necessária para atirar com eficiência", diz Fisher.
Fuga da realidade

Embora o início do interesse pelo videogame esteja relacionado a uma diversão saudável - estágio no qual muitas crianças e adolescentes permanecem e que não tem grandes efeitos nocivos - o aumento do número de horas em frente da tela e o distanciamento do convívio social está ligado a uma fuga de questões emocionais.

"Atualmente as famílias e a escola não estão preparadas para lidar com a crescente frustração e outras dificuldades enfrentadas pelas crianças. Muitos encontram nos videogames uma realidade virtual para fugir de suas próprias emoções", diz Fisher.

Na visão da BAAM, que oferece tratamento e sessões de terapia a jovens entre 13 e 17 anos, em casos extremos a capacidade de empatia e cooperação com outros seres humanos chega a ser praticamente anulada.
Os resultados mostram que 67% das crianças jogam sozinhas, 38% com amigos e 54% em plataformas online.

Muitos adolescentes não conseguem mais se identificar com sentimentos de compaixão, solidariedade e outros aspectos de convivência em grupo, e alguns chegam a replicar as cenas de violência dos jogos na realidade, quando confrontados com desafios, ordens, pedidos ou situações em que ficam irritados com irmãos, amigos ou colegas de classe.
Limites

Os resultados da pesquisa britânica reforçam tais padrões psicológicos e alertam para a necessidade de os pais identificarem e tomarem atitudes.

Para Mike Fischer, as famílias precisam deixar claro às crianças e adolescentes que o desrespeito às regras da casa e o número excessivo de horas em frente à tela do videogame serão punidos.

"Achei que teríamos resultados ainda mais negativos, mas de qualquer forma são números preocupantes. Os pais precisam determinar a quantidade de horas que as crianças jogam. Muitos pais querem paz e tranquilidade, e assim a criança aprende que ao ficar irritada conseguirá o que quer", diz o diretor da BAAM, acrescentando que a entidade treina os pais a estabelecerem limites.

Leia mais sobre o assunto aqui

Texto: BBC Brasil
Imagens: Google

25 de agosto de 2012

Amigos imaginários


Reconhecer o que é uma fantasia saudável e um comportamento mentiroso preocupante é uma tarefa que requer muita atenção.

- Vem Totó!

Depois dessa frase qualquer pai ou mãe se preocuparia ao ver seu filho dialogando com o “nada”.

Saber filtrar o que presenciamos ou ouvimos dos pequenos é uma tarefa bastante complexa.

É preciso cautela para discernir se a criança está mentindo para conseguir a atenção ou usando sua imaginação por meio da fantasia e de seus amigos imaginários.

Um mecanismo que os pequenos costumam utilizar é supervalorizar fatos para conseguir olhares clementes ou a isenção de responsabilidade. Deve-se sempre conferir  as informações fazendo perguntas genéricas, “jogando verde” tais como: “Como foi o seu dia?”, “De que você brincou?”.

Ao ouvir um relato fantástico de uma criança a postura mais prudente é não acreditar de imediato no enredo, muitas vezes rico em detalhes. Quando a criança chega em casa contando, por exemplo, que apanhou de um coleguinha ou do professora ela pode estar superdimensionando uma bronca ou discussão que tenha presenciado mesmo que não tenha sido com ela.

Para crianças de até sete anos é comum fantasiar. O excesso de fantasia pode indicar um egocentrismo exacerbado, ao passo que a falta pode revelar um amadurecimento prematuro que também não é o ideal. Nesta fase ainda é possível haver certa confusão em separar a fantasia de realidade. Por isso, é sempre bom acompanhar de perto uma criança que, por exemplo, acredita verdadeiramente que é um super-herói. Na medida em que crescem e amadurecem o discernimento entre fantasia e realidade fica cada vez maior.

Os amigos ocultos, imaginários ou invisíveis costumam preocupar os pais que se assustam ao ver o filho conversando ou discutindo “sozinho”. Entretanto, na primeira  infância este é um comportamento esperado e saudável. No mundo de faz de conta, a criança é autoridade. Manda desmanda, dá bronca e se diverte, criando suas histórias e resolvendo seus conflitos. A criança adota o amigo, invisível ou concreto, que pode ser um bichinho de pelúcia, uma boneca, ou até uma parte dela, com o qual interage e elabora seus dilemas.

Há também crianças que criam histórias mirabolantes: gatos cor-de-rosa, super heróis que entram em seu quarto para salvá-lo de leões, jacarés que andam no meio da rua, viagens ao redor do mundo realizadas no dia anterior... Desde que dosadas, sem demasias, também não devem gerar grandes preocupações.

Alguns fatores podem ser desencadeadores desses amigos ou personagens imaginários, como a hospitalização ou perda de um ente  querido ou de um bichinho de estimação, a mudança de casa ou escola, ou ainda a falta de convivência com outras crianças. Os amigos imaginários são passivos, obedecem, não lhe tiram brinquedos e estão sempre disponíveis. É ou não é o amigo ideal?

Pais e educadores devem estimular a fantasia das crianças e proporcionar a elas um ambiente que permita a expressão da criatividade e imaginação. Esse comportamento ilustra a capacidade criativa da criança e deve ser respeitado, para que possam fazer de seu jogo simbólico mais uma ferramenta para a formação de uma personalidade íntegra e saudável.

Quando buscar auxílio?

A criança que passa a mentir de forma recorrente, descrevendo detalhes minuciosamente e seus enredos são tão ricos e verossímeis, que convencem os adultos que com ela convivem precisa de uma avaliação e acompanhamento de um profissional. Essas histórias, via de regra, colocam a integridade do outro em risco, podendo prejudicá-lo. Essa criança pode estar passando por momentos de tempestades emocionais promovidas pela perda de alguém querido, separação dos pais, nascimento de um irmão ou qualquer situação semelhante que o faça imaginar que não é mais aceito ou querido pelas pessoas mais importantes para ela.

As histórias fantásticas, os super-heróis ou fadas quando surgem em excesso podem indicar que a criança esteja se sentindo preterida ou carente e precisa se fazer chamar atenção por esse meio. Quando uma criança faz parte de um grupo em que, por exemplo, os amigos contam diariamente programas ou viagens interessantes que fizeram, descrevendo inúmeras peripécias de passeios realizados com papai, mamãe ou avós, e se ela não teve recentemente uma experiência prazerosa para compartilhar pode inventar sua história mágica e maravilhosa para se sentir incluída e amada também. Mais uma vez, se for um fato isolado, esporádico não deve, a priori, preocupar. Mas, se tornarem frequente e recorrente, recomenda-se também uma avaliação psicopedagógica.

Uma regra vale sempre: nada em excesso é saudável!

Mas lembre-se: criatividade, brincadeira, fantasia e imaginação fazem parte da infância e de um desenvolvimento saudável. Portanto, estimule, brinque e pergunte às crianças sobre suas histórias fantásticas. Elas farão delas indivíduos mais seguros, felizes e aptos a resolver seus conflitos.

Karen Kaufmann Sacchetto* - Colunista do Guia do Bebê

(*Pedagoga, Especialista em Distúrbios de Aprendizagem, Mestranda em Distúrbios do Desenvolvimento)

Texto: Guia do Bebê
Imagem: Google