31 de janeiro de 2013

A licença maternidade acabou... e agora?

Post publicado originalmente em 25.5.2011

A chegada da Laura em nossa família foi planejada e muito aguardada. Assim, mesmo antes conseguirmos engravidar, eu e meu marido já conversávamos sobre várias das decisões que tivemos ou ainda teremos que tomar a respeito deste pequeno ser dependente de nós.

A exemplo da nossa amiga Maiara (“Creches – a escolha”), também somos candangos e cedo decidimos que nossa pequena iria para a creche ao final da licença maternidade.

Durante os seis meses da licença, optei por não ter muita ajuda (exceto no primeiro mês, quando minha mãe e minha irmã me deram todo o apoio). Mantive apenas a diarista que já tinha antes da Laura nascer.

Foi uma oportunidade maravilhosa de me descobrir como mãe e de fortalecer os laços tanto com minha filhota, quanto com meu marido, que se confirmou um pai dedicado, carinhoso e presente.

Ao se aproximar o final dos seis meses várias pessoas me perguntavam com quem Laura ficaria... a resposta estava na ponta da língua: na creche! E começavam os comentários: “tadinha”, “o dia inteiro!?!”... Daí você começa a explicar os seus motivos (como se precisasse...). E os comentários continuam: “dá uma dor no coração”, “chorava todo dia quando tive que voltar a trabalhar”....

Passei por todas as etapas de busca da creche, como a Maiara citou, e escolhi uma que conciliasse qualidade, preço e logística. Escolhi uma creche que fosse perto do meu trabalho, pois assim poderia continuar amamentando a Laura pelo menos na hora do almoço.

Além da licença maternidade, tirei mais duas semanas de férias para fazer a adaptação na creche e lá fomos nós... No primeiro dia, ela ficou lá só uma hora. Foi pro colo da “tia” numa boa, nada de choro. No segundo dia, ficou duas horas, depois 4, até ficar o dia inteiro!

Daí eu tenho que confessar... eu não morri de chorar. Pra ser sincera, eu não chorei... Não que eu não sentisse saudades, mas eu me senti ótima! Eu passei seis meses me dedicando quase que exclusivamente à minha filha (o marido que o diga!), exercendo o papel mais bonito e importante da minha vida: ser mãe. Mas depois de seis meses, eu já estava sentido falta de ser também mulher, esposa, profissional... Foi muito bom poder voltar a fazer pequenas coisas, como tomar um banho sem pressa, ir ao salão fazer as unhas, trabalhar (!!!).

Mas isso tudo só foi possível porque me senti segura com a escolha que fiz e vi minha filha feliz, bem cuidada e satisfeita em seu “segundo lar”.

Durante algum tempo sentia vergonha de dizer que tinha ficado feliz quando passei a não ficar 24 horas por dia com minha filha. Ninguém nunca tinha me dito isso. Finalmente “confessei” isto a minhas amigas aqui do blog. Surpresa! Eu não sou a única! Ufa! Que alívio...

Hoje não trabalho mais ao lado da creche, mas mantive minha filha lá. Agora cabe ao papai levá-la e buscá-la no final do dia. De manhã, assim que ele se apronta, ela corre para os braços dele, vira para mim e dá tchau!

Raquel, mãe da Laura.

30 de janeiro de 2013

Votação e Aprovação do Projeto de Lei 879/11 (Licença Paternidade de 30 dias)


Por que isto é importante?

Citando as palavras da autora do projeto de lei, a deputada Erika Kokay: “A ausência paterna sobrecarrega a mãe, que se encontra no delicado período puerperal, cuja duração é de 30 a 45 dias após o parto, muitas vezes em pós-operatório, com limitações físicas e carências psíquicas, e que necessita ser auxiliada nos cuidados imediatos do bebê”.


Assine a peticão que será entregue na Câmara dos Deputados:
http://www.avaaz.org/po/petition/Votacao_e_Aprovacao_do_Projeto_de_Lei_87911_Licenca_Paternidade_de_30_dias/?fpeNOab&pv=6

Big Motherns Brasília - e especialmente os papais modernos, os Big Fatherns, apoiam esta iniciativa!

29 de janeiro de 2013

OAB/DF orienta pais contra abuso na exigência de material escolar

OAB/DF orienta pais contra abuso na exigência de material escolar
Brasília, 22/01/2013 - Com o intuito de orientar os pais na hora da compra de material escolar, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal (OAB/DF) elaborou um folder com dicas importantes amparadas no Código de Defesa do Consumidor. Cinco mil exemplares serão distribuídos em pontos estratégicos.

A presidente da Comissão de Direito do Consumidor, Ildecer Meneses de Amorim, idealizadora da publicação, lembra que o Distrito Federal foi um dos pioneiros na elaboração de um dispositivo que garante os direitos do consumidor na aquisição de material escolar, a Lei Distrital 4.311/2009, segundo a qual apenas materiais de uso individual do aluno podem ser cobrados.


Conforme a legislação vigente, é vedada a indicação da marca dos produtos, a exigência de material de consumo, a compra de material escolar no próprio estabelecimento de ensino e condicionar o comparecimento do aluno, a permanência e a participação às atividades escolares à aquisição de material didático.


Compra coletiva


O folder orienta como reduzir gastos com material escolar. A primeira medida é ter acesso ao projeto pedagógico da escola e avaliar se o material exigido é realmente necessário. Verificar o que pode ser reaproveitado, organizar um dia para a troca de material com os interessados, promover pesquisa de preço e tentar a compra coletiva para conquistar valores mais acessíveis.


Os estabelecimentos de ensino da rede privada deverão divulgar a lista de material acompanhada do plano de execução que identifica a real necessidade do aluno. A entrega do material poderá ocorrer de forma parcial, e a nota fiscal discriminada é fundamental para qualquer eventualidade. O consumidor tem trinta dias para reclamar de produtos não duráveis e noventa dias para os duráveis. (
Clique aqui) para ver o folder.
Fonte: aqui.


Reportagem – Helena Cirineu
Comunicação Social – Jornalismo

28 de janeiro de 2013

Tristeza




Ontem, estarrecida, acordei, como milhões de brasileiros, com a notícia do incêndio em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

Talvez pela minha ascendência gaúcha, talvez porque sou mãe de dois pequenos, talvez porque pulse sangue em minhas veias, me permiti sofrer junto com os familiares, me permiti rezar pelas almas dos que se foram e dos que ficaram.

Não assisto televisão aos domingos, é uma das minhas resoluções de maternidade. Domingo é dia de passear, de brincar. Foi o que fiz. Saímos com os meninos logo cedo e, somente no caminho de nosso programa foi que, olhando as mensagens nas redes sociais, soube do ocorrido.

Instantaneamente e de maneira instintiva, pedi aos céus que houvesse misericórdia. Quantos corações partidos, quanta dor, quanto sofrimento! Olhei para o banco de trás e vi duas crianças lindas, alegres, brincando alheias a tudo e a dor apertou ainda mais.

Ao longo do dia, procurei não me fixar em saber os detalhes, não creio que seja preciso. Mas o assunto tomou conta das rodas de conversa, do supermercado ao lar dos parentes. Todos comentando, todos lamentando.

Aqui não é um espaço para julgamentos e especulações. Este é o trabalho da mídia. Também não farei ilações de qualquer tipo, pois o tempo e as investigações trarão as respostas. Infelizmente, nada do que for apurado ou concluído mudará o fato de que muitas famílias choram seus filhos, uma cidade chora a sua juventude, um país chora a fatalidade.

Como mãe, junto-me no dia de hoje a todas as mães e a todos os pais que perderam na madrugada de domingo um pedaço de si. E que o silêncio do abraço que não poderei dar pessoalmente chegue até cada um.

Com carinho, Lucyanna (mãe)

26 de janeiro de 2013

Big Motherns Brasília participam de homenagem a Mitia Assef

Mitia Assef faz parte da equipe de designers que, com muito carinho e dedicação, se empenhou em desenvolver a nossa nova imagem.

Tamanha sensibilidade e profissionalismo acabaram por estreitar nossos laços e desde então Mitia mora também no coração das BMBs.

Somos 11 mas já adiantamos a imagem de parte do grupo.
Na primeira foto-homenagem, usando lenços, Lu, Poly e May.
Na foto seguinte estão Cris, Déa, Quel e Amanda.

Força, Mitia!

Big Motherns Brasília



Saiba mais sobre o caso clicando aqui: http://umombroamigo.com.br/





25 de janeiro de 2013

Agenda Cultural Infantil de Brasília - 26 e 27 de janeiro





Quer saber o que vai rolar neste final de semana em Brasília?

Clique AQUI e confira toda a programação.

Divirtam-se!

Exame de sangue para detectar risco de síndrome de Down chega ao país neste semestre


Teste é comercializado nos EUA desde o meio do ano passado e analisa traços de DNA do feto que conseguiram ultrapassar a placenta e circular livremente no sangue materno

Estará disponível nas próximas semanas no Brasil um teste de sangue na mãe que vai permitir detectar precocemente o risco de o feto ter anomalias no mapa de cromossomos, como a síndrome de Down, de Edwards e de Patau, os dois últimos, em que a criança tem poucas chances de sobreviver.

O teste é comercializado nos Estados Unidos desde o meio do ano passado e consiste em analisar traços de DNA do feto que conseguiram ultrapassar a placenta e circular livremente no sangue materno. O método é menos invasivo que a biópsia do tecido da placenta, por exemplo, em que há chance de aborto, mesmo que pequena. A quantidade suficiente de traços de DNA livre do feto na corrente sanguínea da mãe para que se faça o exame ocorre a partir da décima semana de gestação.

O exame estará disponível, por enquanto, apenas no Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia e no Hospital Albert Einstein, ambos em São Paulo. O sangue colhido é enviado para análise nos EUA, e a estimativa é que o resultado saia em uma semana. O preço do exame ainda não foi calculado e depende do número de anomalias que se pretende detectar.

O obstetra Eduardo Cordioli, coordenador médico da maternidade do hospital Albert Einstein, explica que o exame, em caso de positivo para alguma anomalia nos cromossomos do bebê, deve ter o resultado confirmado na biópsia de vilo corial, em que se retira a amostra da placenta com a introdução de uma agulha.

"O teste sanguíneo com traços de DNA do feto não permite "ver" os cromossomos. Trata-se de um teste de probabilidade que, apesar de dar índice de mais de 99% de certeza, precisa ser confirmado pela biópsia de vilo corial associada ao exame de ultrassom. Já a chance de falso negativo para o teste sanguíneo é de um em cada mil exames", explica Cordioli.

Os humanos têm 23 pares de cromossomos. No caso da síndrome de Down, a patologia é diagnosticada quando no par de número 21 há três cromossomos, em vez de 2. Na síndrome de Edwards, a trissomia - como é chamada essa anomalia nos cromossomos - ocorre no par 18. Já a síndrome de Patau, a trissomia do par 13, também é grave e dá ao feto pequenas chances de sobreviver ao nascer.

Fonte: aqui.

24 de janeiro de 2013

E quando Vovó mora longe?

Post publicado originalmente em 6.3.2012

Ai, gente, quando a vovó mora longe o sentimento é tão saudade... Uma vez ouvi de uma pessoa querida que a única dor que temos lembrança quando vem à memória é a dor da saudade. Seja pela distância, seja pela impossibilidade, seja por necessidade, seja por desejo, seja pela perda. Porque a dor física é esquecida. Tenta se lembrar da dor de uma cirurgia. Não consegue, né? Já a dor de saudade é lembrada logo que se pronuncia a letra “s”, como é difícil!

 Tudo bem que quando se encontram netinhos e avós é diversão prá mais de metro, dias e noites de alegria garantida (e permissividade idem! hahaha), mas a verdade é que este amor mútuo traz conforto e aconchego ao coração dos pequenos e vitalidade para os mais velhos. Vovó por perto significa que mamãe reclama menos (mas sorri mais!), significa pipoca fora de hora (e mais chorinho de manha!), significa pular no sofá, na cama e dormir a que horas o sono chegar. Significa comer “tudinho” só para “sair para passear”!



Quando vovó vai embora não pode passar um avião no céu que os bracinhos logo se esticam para acenar aos gritos pelo quintal com aquela voz fininha e rouca:
“-Tchaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaau, Vovóóóóóóóóóóó!”, como se a vovó tivesse acabado de embarcar naquela hora.
Quando vovó vai embora a frase mais ouvida aos finais de semana é “-Mamãe, liga Vovó, purfavô!”.


Vovó se derrete porque vê no netinho e na netinha a sua geração que já foi aperfeiçoada no filho ou na filha, ainda mais apurada.Por isso é como se tivesse parido, mas a primeira providência do pós-parto foi misturar o bebê com açúcar e enrolar pra sempre no cueiro. Vovó paga mico tirando foto com neto/neta, em pose de estátua. Vovó leva bebê pra tomar banho e põe touca de plástico só pra cairem na gargalhada.



Se você, mamãe, achou que babava, saiba com toda a certeza que vovó baba muito mais do que você.

 Maiara, mãe de Nicole que é neta de Vovó Rose

Olha o link de propaganda do livro Avós e Netos: uma forma especial de amar.

Novos direitos e deveres para os avós, reportagem publicada pela Revista Crescer na Internet.

22 de janeiro de 2013

Boobambu - Workshop Gratuito sobre o uso de Slings





Este Worshop já é sucesso há mais de 2 anos!

A cada encontro reunindo famílias interessadas em oferecer aos seus bebês um
chamego e um conforto com toda segurança que os Slings produzidos na cidade tem
pra oferecer!!!!

Venha também conhecer os inúmeros benefícios que os slings oferecem pros bebês e
para quem os carregam.

O encontro é GRATUITO e os participantes poderão conhecer os três tipos de
carregadores produzidos em Brasília (pouch sling, sling de argolas e wrap sling)
com as produtoras da cidade (Marina Abreu e Maristela), além de poder
experimentar cada modelo e tirar todas as dúvidas.

Quem já tem sling, de qualquer marca, pode levar que receberá também as dicas de
como usar.

Então vamos lá. Quem quiser, basta fazer a inscrição ligando para 3041-6010 ou
no link e vir bem animado :)

Próximas datas:
26 de janeiro de 2013.
23 de fevereiro de 2013.

Slingada Sábado, às 10h.
Local: Boobambu - Academia da Criança CLSW 303 - Bl. C - Ed. Le Parc - subsolo

Contatos:
Boobambu: 3041-6010; www.boobambu.com.br
Marina Abreu (LasCholitas Slings Modernos - http://lascholitas.blogspot.com/) -
9641 9311
Maristela (BSB Slings - http://bsbslings.blogspot.com/) - 8476 1174

Andadores - Usar ou não usa-los?

Quem acompanhou os noticiários da última semana viu que o uso de andadores por bebê foi condenado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Leiam na íntegra a matéria.




Andador: perigoso e desnecessário
Danilo Blank

No dia 7 de abril de 2007, o Governo do Canadá proibiu a comercialização de andadores para bebês em todo o país, determinando a total proibição de sua venda, revenda, propaganda e importação. Considerou também ilegal vender andadores em vendas de garagem, mercados de pulgas e no comércio ambulante. Recomendou ainda às pessoas que destruíssem e descartassem todos os andadores.
Tal fato reacendeu uma velha controvérsia entre pediatras e pais: o andador é, afinal, uma inocente fonte de prazer e liberdade para os bebês ou uma arma travestida de produto infantil por meio da qual infligimos traumatismos físicos às inocentes criaturinhas?
A verdade é que o andador continua a ser muito popular e, contra as recomendações usuais dos pediatras, é utilizado por cerca de 60 a 90% dos lactentes entre seis e quinze meses de idade. Os motivos alegados pelos pais para colocarem seus bebês em andadores incluem: eles dão mais segurança às crianças (evitando quedas), independência (pela maior mobilidade), promovem o desenvolvimento (auxiliando no treinamento da marcha), o exercício físico (também pela maior mobilidade), deixam os bebês extremamente faceiros e, sobretudo, mais fáceis de cuidar.
Entretanto, nos últimos tempos a literatura científica tem colocado por terra todas estas teses. A idéia de que o andador é seguro é a mais errada delas. Há poucos meses, uma pesquisadora sueca, Ingrid Emanuelson publicou uma análise dos casos de traumatismo craniano moderado em crianças menores de quatro anos, que considerou o andador o produto infantil mais perigoso, seguido por equipamentos de playground.De fato, ao longo de mais de trinta anos, as revistas médicas têm chamado a atenção para o grande risco do andador, que anualmente causa cerca de dez atendimentos nos serviços de emergência para cada mil crianças com menos de um ano de idade. Isto corresponde a pelo menos um caso de traumatismo para cada duas a três crianças que utilizam o andador. Um terço dessas lesões são graves, geralmente fraturas ou traumas cranianos, necessitando hospitalização. Algumas crianças sofrem queimaduras, intoxicações e afogamentos relacionados diretamente com o uso do andador, mas a grande maioria sofre quedas; dos casos mais graves, cerca de 80% são de quedas de escadas. Nos Estados Unidos, num período de 25 anos, foram registradas 34 mortes causadas por andadores, um número nada desprezível.
É verdade que o andador confere independência à criança.Contudo, todos os especialistas em segurança infantil justamente insistem que um dos maiores fatores de risco para injúrias físicas é dar independência demais numa fase em que a criança ainda não tem a mínima noção de perigo. É consenso que a capacidade de autoproteção só é adquirida a partir dos cinco anos de idade. Colocar um bebê de menos de um ano num verdadeiro veículo que pode atingir a velocidade de até 1 m/s equivale a entregar a chave do carro a um guri de dez anos. Crianças até a idade escolar exigem total proteção.
O andador atrasa o desenvolvimento psicomotor da criança, ainda que não muito. Bebês que utilizam andadores levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio. Além disso, engatinham menos e têm escores inferiores nos testes de desenvolvimento.
O exercício físico é muito prejudicado pelo uso do andador, pois, embora ele confira mais mobilidade e velocidade, a criança precisa despender menos energia com ele do que tentando alcançar o que lhe interessa com seus próprios braços e pernas.
Por fim, trata-se de uma grande falácia dizer que a satisfação e o sorriso de um bebê valem qualquer risco.
Defendendo esta idéia, um pai chegou a sugerir que se os pediatras conseguirem que os andadores sejam proibidos, como aconteceu no Canadá, a seguir vão querer proibir patins, skates e bicicletas, terminando com a alegria da criançada. Evidentemente, uma coisa não tem nada a ver com a outra.Bicicletas, skates e patins são brinquedos para crianças mais maduras, que já têm condições de aprender as noções de segurança e responsabilidade e, por isso, podem se arrojar em atividades com maior risco. Ainda assim, é sempre importante lembrar que os devidos equipamentos de segurança, como capacete de ciclista, cotoveleiras e joelheiras, precisam ser sempre usados. Um bebê de um ano fica radiante com muito menos do que isso: basta sentar na sua frente, fazer caretas para ele e lhe contar histórias ou jogar uma bola. Dizer que o andador torna uma criança mais fácil de cuidar revela preguiça, desinteresse ou falta de disponibilidade do cuidador. Por outro lado, caso um adulto realmente não tenha condições de ficar o tempo todo ao lado de um bebê pequeno, é mais seguro colocá-lo num cercado com brinquedos do que num andador.Vários estudos já mostraram que cerca de 70% das crianças que sofreram traumatismos com andadores estavam sob a supervisão de um adulto. Ou seja, nem todo mundo reage a tempo de conter um diabinho que dispara pela sala a 1 m/s. A supervisão constante da criança constitui a chamada proteção ativa, que costuma ser muito falha. O melhor é cercá-la de um ambiente protetor, com dispositivos de segurança, como grades ou redes nas janelas; estas são medidas de proteção passiva, muito mais efetiva. O andador definitivamente não se enquadra neste esquema.

Enfim, sabe-se que existe hoje em dia um movimento muito intenso na Europa e nos Estados Unidos no sentido de que legislações semelhantes à canadense sejam aprovadas e postas em prática, uma vez que todas as estratégias educativas têm falhado na prevenção dos traumatismos por andadores.Enquanto este progresso não chega ao Brasil, continuamos contando com o bom senso dos pais, no sentido de não expor os bebês a um produto perigoso e absolutamente desnecessário.
Para os interessados em informações mais detalhadas sobre o assunto:
· American Academy of Pediatrics. Committee on Injury and Poison Prevention. Injuries associated with infant walkers. Pediatrics.
· Taylor B. Babywalkers. BMJ. 2002;325:612. http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/325/7365/612.
· Health Canada. Baby Walkers (Banned) & Stationary Activity Centres. http://www.hc-sc.gc.ca/cps-spc/child-enfant/equip/walk-marche-eng.php




21 de janeiro de 2013

Um momento difícil

Post publicado originalmente em 3.9.2011, quando a Lu ainda era uma leitora do blog. Hoje, orgulhosamente, faz parte dessa grande família.

Obrigada por sua amizade, sempre!

Fizemos aqui o convite para que nossas leitoras escrevessem para o blog e a fofa da Lu aceitou de pronto e compartilha com vocês um lindo e emocionante texto.

Não deixem de visitar seu blog pessoal Catequista, semeando amor.

Obrigada por participar conosco!

Costumo usar a blogsfera para falar de Deus, mas essa semana meu coração quer falar de maternidade.
Sou mãe de segunda viagem. Na primeira, fui surpreendida por uma gravidez terrível, com direito a inúmeras internações para tomar soro e muito, muito enjôo (sempre acompanhado do melhor amigo: o vômito)....foram 9 meses de muita angustia, mal estar e pouca curtição. Mas ai chegou o João Paulo e cada instante de agonia valeu a pena! É verdade que houve momentos difíceis depois que ele nasceu, afinal, o rapaz não dormia, tinha refluxo e foi premiado com uma bronquite asmática daquelas, mas tudo contornado com o tempo, a medicação (como é bom contar com uma boa pediatra!) e muito amor.
E então, depois de algum tempo, decidimos que era hora do segundo rebento aparecer. Nova gravidez, novos enjôos (mais leves, mas presentes) e um pouquinho de ansiedade: como seria ter dois para cuidar? Como dividir-se em 2?
E ai, nasceu o Gabriel. Assim como o irmão, chegou de parto normal (normalíssimo, como diz o obstetra, afinal, não dá tempo nem de pensar em anestesia ou algo parecido), pesou bem, teve um lindo índice apgar...tudo certinho. Como bônus, e reflexo de nossa ansiedade diminuída, o Gabriel dormia bem (acordando de 3 em 3 horas) desde o primeiro dia. Por outro lado, e como nada é perfeito, a amamentação do caçulinha não foi tão fácil e instintiva como a do primogênito.
Gabriel teve dificuldades para abocanhar as mamas (confesso que elas já estavam mais “caidinhas” do que quando amamentei o João Paulo) e a apojadura foi inacreditável! Após 72 horas de nascido, tive que correr para o hospital de madrugada, pois meus seios se transformaram em duas melancias! Para dar uma ideia do ocorrido, foram 350ml de cada mama, retirados por um obstetra, na UTI neonatal, em menos de 1 hora de ordenha manual!
E, desde então, foram 4 mastites e 4 visitas ao hospital. O pequeno mamando firme, crescendo bem, mas as mamas, mesmo com ordenha e doação de leite, sempre incomodando.
Semana passada, meu pequeno completou 5 meses e ganhou 2 dentes de presente. Eu, toda satisfeita, pois acreditei que iria chegar aos 6 meses de amamentação exclusiva, como manda o figurino e a medicina atual. E então, veio a última mastite...quanta dor, febre e muito mal estar.
Dois dias depois, Gabriel golfou sangue. Mais um dia e as fezes eram pretas, sem exagero. No mesmo dia, vômito com muito sangue...diagnóstico: minhas mamas estavam mais do que doloridas, estavam muito machucadas, como nunca haviam ficado!
A pediatra suspendeu a amamentação por 2 dias, para que os seios, ao menos, parassem de sangrar, e lá fui eu, com os olhos cheios d’água, comprar o leite em pó. Preocupada com a interrupção da amamentação, triste com a situação e ansiosa, pois nem todos os bebês pegam a mamadeira com facilidade.
E qual não foi a minha surpresa ao vê-lo devorar uma mamadeira inteirinha e dormir bem, muito bem uma noite toda! E qual não foi minha alegria ao ver as fezes normalizadas e nada de sangue no golfo?
Dois dias depois, pude voltar a amamentar, agora com o intermediário , ainda dói bastante, mas, pelo menos, não existe sangramento e tudo caminha para uma recuperação plena. No meio do caminho, a pediatra decidiu que deveríamos começar os alimentos, para que as mamas não sejam tão requisitadas e possam descansar.
Eu, como toda mãe do mundo, desejo o melhor para os meus filhotes. Ao primeiro, o melhor foi amamentar até os 6 meses, ao segundo, o melhor foi interromper um pouco antes a amamentação exclusiva, ou alguém acha que engolir sangue era a melhor opção? Eu não.
A gente é bombardeada todo dia com um milhão de informações sobre gravidez, amamentação, criação de filhos. Tudo parece nos ensinar, nos guiar e, como me disse um amigo uma vez (ele é pãe), nos fazer sentir que não somos tão bons quanto deveríamos.
Cada bebê é único, cada mãe também. Eu não sou a mesma mãe para os dois, pois cada um exige uma mamãe diferente. Também não posso querer que a história dos dois seja a mesma, como não foi desde o começo.
Amamentar é um gesto de amor. Exige tempo, dedicação, superação (sim, a maioria das mães passa por dificuldades em algum momento), treino (poucos são como o João, que nasceu sabendo), vontade. Eu sempre tive tudo isso, nas duas vezes, mas meu corpo pediu arrego semana passada, restou-me chorar (sim, chorei à noite) e compreender que tenho limites físicos.
Como não tenho limites emocionais, vou amar loucamente meu filhote e dar o melhor para ele, o melhor de mim! Nem que seja com mamadeira em punho, papinha no pote ou suquinho no copo.
FILHO, A MAMÃE TENTOU, MAS NÃO DEU. DAQUI PRA FRENTE, VAMOS TENTAR MANTER A AMAMENTAÇÃO, MAS COM OUTROS ALIMENTOS JUNTOS. VOCÊ VAI VER COMO É LEGAL SE SUJAR DE BANANINHA E EU VOU AMAR BATER AS FOTOS!
Lucyanna, mãe do João Paulo e do Gabriel

18 de janeiro de 2013

SUPER SALE Boo Moda e Lúdicos


 
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Compra de material escolar gera dúvidas e questionamentos entre pais de alunos


Neste mês de preparação para o retorno escolar, nós demos aqui umas dicas sobre a compra do material pedido pelas escolas, lembram?

Hoje trazemos um texto publicado no site da Agência Brasil, onde vários pais falam sobre o tema, entre eles duas Big Motherns, Carol e Poly.

Vamos ler? 


Compra de material escolar gera dúvidas e questionamentos entre pais de alunos

13/01/2013 - 9h41
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Todo início de ano a história se repete: pais e mães de crianças em idade escolar iniciam a corrida às papelarias e lojas especializadas para comprar os itens que fazem parte da lista preparada pelas instituições de ensino. As dúvidas e os questionamentos sobre a necessidade e o volume de determinados itens solicitados também são frequentes entre os pais, mesmo aqueles que se consideram experientes no assunto.
A professora Polyanna Leite, de 30 anos, tem duas filhas em idade escolar. Com o olho clínico de quem trabalha com educação e “muita disposição” para conferir cada um dos itens pedidos, ela diz que, neste ano, pediu a ajuda do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) para saber o que fazer no caso de artigos que considerou exagerados.
“Eles pediram uma cola de 500 gramas e mais uma de 90 gramas, que ficarão na escola e não no estojo das minhas filhas. Além disso, pediram pincel atômico e pincel para quadro branco, que são para uso das professoras, e não dos alunos. Fui ao Procon e me informei sobre como proceder e me indicaram comprar só o que achar pertinente e, em caso de problemas na entrega, acioná-los com uma reclamação formal”, disse Polyanna.
A pedagoga Caren Castelar, de 35 anos, também se assustou quando viu que eram pedidos dez livros literários na lista escolar de sua filha, Luanna, à época com 5 anos.
“Achei aquilo extremamente exagerado. Ela ainda estava sendo alfabetizada, claro que não leria os dez livros ao longo do ano”, lembrou. Segundo a pedagoga, os livros não foram devolvidos no fim do ano letivo e, provavelmente, serviram para reforçar a biblioteca da escola, em Brasília.

Ela disse que, após muita pressão dos pais, que constantemente reclamam com a direção da escola, a instituição vem “enxugando” a lista. “Este ano, ela já tem 7 anos e foram pedidos seis livros de leitura, já diminuiu um pouco. Acho que os pais estão mais conscientes de seus direitos e dos exageros das listas e pressionam as escolas, o que acaba dando resultados”, ressaltou Caren, que chegou a enviar um e-mail para parentes pedindo doações a quem já tinha em casa os títulos pedidos pela escola.
A jornalista Ana Carolina Braz, de 31 anos, recusa-se a comprar artigos que não considere de responsabilidade dos pais, como pratos e copos descartáveis. Outro item que considera “abusivo” são as resmas de papel, presentes na maioria das listas escolares. Neste caso, ela diz que manda aos poucos, em pequenas quantidades.
“Pratos e copos descartáveis e balões [de encher] nunca mando. Outra coisa com que não concordo é pedirem uma resma de papel para cada criança. Minha experiência, até aqui, mostrou que não há o correto uso desse material especificamente. Então, mando em pequenas quantidades, ao longo do ano”, contou ela, que é mãe de Rafael, de 3 anos, aluno da pré-escola em uma instituição da capital federal.
Insatisfeita com a longa lista de material da escola de suas filhas, também no Distrito Federal, a professora Cisele de Paiva, de 37 anos, pretende conversar com a direção antes de concluir as compras. Segundo ela, é comum, ao fim do ano letivo, constatar que alguns itens pedidos acabaram não sendo usados. “No ano passado, quando peguei os cadernos e livros das minhas filhas, percebi que algumas coisas elas não usaram. O bolso sente, a gente sofre.”
Recém-chegada a Brasília, a bancária carioca Cláudia Macedo, de 40 anos, ficou espantada com a quantidade de itens classificados na lista como de uso coletivo. São 27 ao todo, enquanto os de uso individual somam 19.

“Não entendi porque eles pedem um caixa de canetinhas de 12 cores por criança para uso coletivo, além da caixa de 12 cores do mesmo item para uso individual. Será mesmo que a turma, além da caixa que cada criança terá no estojo, vai precisar de mais 20 conjuntos? Parece exagerado”, disse ela, que é mãe de Tiago, de 8 anos, que este ano vai cursar o 2º ano do ensino fundamental em uma escola de Brasília.
A presidenta do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF), Fátima Mello, destaca que a lista elaborada pelas escolas é reflexo do projeto pedagógico específico de cada instituição, que deve estar de acordo com a formação de valores, intelectual e cognitiva, que se pretende dar aos filhos. Em caso de dúvida sobre a necessidade dos itens, ela orienta os pais a entrarem em contato com a direção das instituições.
“Os pais não podem se recusar a comprar os itens da lista porque assinam um contrato de prestação de serviço que prevê a entrega dos artigos à instituição de ensino. Mas, se não estiverem de acordo ou tiverem dúvidas, devem buscar sempre o diálogo com a escola”, enfatizou.
A presidenta do Sinepe-DF ressalta, no entanto, que as escolas não podem pedir material de higiene, de limpeza e de expediente da instituição, o que é proibido pela legislação. No caso de produtos de uso coletivo, Fátima explicou que, geralmente, eles são usados em projetos específicos, como feiras de ciências e atividades especiais para datas comemorativas.
Segundo o Sinepe-DF, há no Distrito Federal 450 escolas particulares.
Edição: Nádia Franco

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-01-13/compra-de-material-escolar-gera-duvidas-e-questionamentos-entre-pais-de-alunos

17 de janeiro de 2013

Aprender brincando


Nesta época de grandes despesas (ê mês de janeiro!) acabei me lembrando que ano passado ouvi no rádio que Fifa e Visa lançaram um jogo que ajuda crianças e adultos a organizarem suas finanças. Tinha achado o projeto interessante e resolvi ir lá conferir o bate-bola financeiro:
http://www.batebolafinanceiro.com.br/.

O jogo aborda questões importantes sobre a administração das finanças pessoais. É destinado a crianças a partir de 11 anos (com orientação para adultos conduzirem a partida) e pode garantir diversão e conhecimento para família toda. 

Além de abordar conceitos financeiros e ensinar a fazer um orçamento próximo à realidade de cada um, o jogo propõe outra coisa que achei muito legal: uma reflexão sobre a diferença entre querer e precisar.


A bola rola e no meio da partida há pausas em jogadas decisivas onde é preciso responder uma questão de múltipla escolha relacionada às finanças em geral. Garanto que os papais e mamães que gostam de futebol vão adorar e de quebra quem sabe conseguir dar um “up” nas cifras da família.

No jogo há a opção de jogar sozinho ou não, de definir o tempo, que vai de 5 a 30 minutos, além de escolher a camisa do seu time e o do adversário. Tem ainda a opção para maiores de 18 anos (módulo profissional), que além da brincadeira oferece dicas sobre a melhor maneira de investir seu “dim-dim”. Ah, e tem também um Guia para utilização de cartão de crédito, dicas sobre os meios de poupar e como escolher um deles. Interessante não é?

Veja um pouquinho do que é possível encontrar por lá além da partida de futebol:

*Precisar remete a todas as despesas mensais referentes aos produtos e serviços que mantêm sua vida estável. Querer envolve produtos e serviços que não são essenciais à sua vida, mas que geralmente fazem as pessoas felizes ou podem deixar a vida mais prática e especial.

Suas despesas podem ser divididas em dois tipos: despesas fixas, que são as mesmas todos os meses, e despesas variáveis, que geralmente se alteram durante o ano. Exemplos de despesas fixas: aluguel, financiamento do carro, contas de água, luz ou telefone.Exemplos de despesas variáveis: compras no supermercado, combustível. Há ainda os gastos extras: quando você gasta dinheiro em algo que você quer, ao invés de algo que você precisa. Podem ser chamados também de gasto desejado ou de consumo. Exemplos de gastos extras: um refrigerante e um lanche em um ingresso para o cinema, uma viagem de férias.

Gastos extras (desejados ou de consumo) não são ruins. Na verdade, algo desejado pode ser um excelente motivador para economizar. Mas é preciso cuidado, pois, em excesso, esses gastos podem facilmente acabar com o seu planejamento mensal. Monitorando suas escolhas cuidadosamente, sua oportunidade de economizar aumenta.

Existem também os gastos de emergência, que são resultantes de algo realmente inesperado. Exemplos de gastos de emergência: conserto do carro ou do computador, ida urgente ao dentista (se você não tiver convênio odontológico). *BATE-BOLA FINANCEIRO // Módulo Profissional 2 // Página 6

Buscando o equilíbrio
....Coerência é a chave para um orçamento de sucesso. Assim como no futebol, em que os jogadores devem treinar para manter suas habilidades afiadas e seus corpos em forma, é importante não deixar seu orçamento ficar “fraco”. Revisá-lo todo mês é a única maneira de assegurar que você está administrando seu dinheiro com prudência.


Boa diversão e bons estudos!

Andréa, mãe do Gabriel
Imagens: Google e  Bate-bola financeiro

16 de janeiro de 2013

Consultoria em cuidados pediátricos

É comum (principalmente para as mães e pais de "primeira viagem") aquele sentimento de "será que estou fazendo isso certo?" após a chegada do recém-nascido ao seio familiar. Dúvidas diversas surgem e muitas vezes não temos a quem recorrer - fora aqueles casos em que tanta gente dá pitaco que a gente fica sem saber o que fazer, né?! 

Pensando nisso, hoje trazemos aqui um post da enfermeira Leila Kusano, que oferece esse trabalho de consultoria na área de enfermagem pediátrica para mães e pais residentes em Brasília. É um cuidado a mais para quem precisa (e a gente sabe que muuuuita gente precisa, não é mesmo?!).


Meu nome é Leila, sou enfermeira há 5 anos e em 2010 resolvi aceitar o desafio de realizar minha especialização em Pediatra, fazendo a residência no HMIB. 

Na residência passei boas horas (60 horas semanais por 2 anos!!) cuidando das crianças, tanto dentro do hospital quanto no atendimento em posto de saúde no programa de CD. Desde do início sempre gostei de orientar as mães, e uma coisa por experiência é fato: quando uma mãe confia em seu trabalho, você pode pedir tudo que essa mãe irá fazer - quem já encontrou um profissional assim sabe o que quero dizer...

Tive a oportunidade de trabalhar em hospitais públicos e agora que terminei, percebi que os problemas encontrados pelas mulheres são os mesmos, independente do hospital seja público ou particular. 

Algumas mulheres têm a felicidade não ter dificuldades para amamentar, mas infelizmente nem todas são assim, pois por mais que digam que amamentar é instintivo, nem sempre é tão fácil. E quando surge esse tipo de problema quem procurar? Geralmente pensamos em médicos, mas para quem não conhece o papel do enfermeiro, ele é antes de tudo um "educador"!!! 

Geralmente na rede pública, nós os enfermeiros orientamos sobre os cuidados com os recém-nascidos, mas e na rede particular? Há grupos e hospitais que disponibilizam cursos de cuidados com os bebês, geralmente sem custos, para as gestantes. 

Tive a oportunidade de trabalhar em domicílio em alguns casos, e ver que há diferença quando o problema já estar instalado em casa... Acreditar que o seio estar ingurgitado (cheio de leite) e a criança chorar a cada hora, não, não é normal! A criança chorar muitíssimo e mamar por pouco tempo, não, não é normal... Passar horas tentando fazer a criança dormir no braço e ela só chorar, não, não é normal... 

São esses tipos de problemas que podemos encontrar em casa, e que muitas vezes no consultório médico você não consegue demonstrar a realidade para ele. 

Dessa forma minha proposta é ir na casa da mãe, e a partir das suas dificuldades trabalhar as orientações e ir demonstrando com a participação de quem irá cuidar da criança no dia a dia. E, como todo bom orientador, tirar todas as dúvidas que tiverem sobre os cuidados (geralmente o coto umbilical), reforçar sobre as vacinas, os cuidados para se evitar desde cedo as alergias e as demais dúvidas sobre a criança nos primeiros dias. 

É claro que por se tratar de um atendimento domiciliar, ele é um pouco mais demorado que as consultas, geralmente gasto por volta de 3 a 4 horas para passar as orientações e ir fazendo as demonstrações de cuidados, e depois de alguns dias retornar para ver as mudanças e quais problemas ainda persistem e tentar resolvê-los. Mas é claro que não se trata de um pacote fechado, pode variar de acordo com as necessidades de cada caso.

Contatos:
Leila A. E.Kusano
Enfermeira Especialista em Pediatria
Coren-DF: 189.629
Telefone: (61) 9254-1051
leilakusano@gmail.com

15 de janeiro de 2013

Hotéis em Orlando

Post publicado originalmente em 23.6.2011

Conhecer a Disney faz parte do sonho de 10 entre 10 crianças e adultos (salvo raríssimas exceções).
Sabendo disso e para auxiliar as famílias na escolha de onde ficar em Orlando, a Revista Pais e Filhos deste mês trouxe algumas sugestões e aproveitamos a nossa Maratona de Férias para deixar mais essa dica para vocês.

 

Fica dentro da Disney, pertinho do parque de mesmo nome. Em pleno hotel, parece que você está em um safari. È possível ver animais como girafas e zebras soltos, separados da área comum dos hóspedes por uma grade. E da sacada do quarto dá para ver tudo – há cerca de 250 espécies no total. A decoração é toda temática, com direito a máscaras e totens originais da África. Uma contação de lendas africanas em volta da fogueira a noite, garante clima de savana. Mas é tudo em inglês, bom para treinar.
Diárias a partir de US$ 250 por quarto. 




Um resort inteiro em homenagem aos filmes clássicos da Disney. Traz figuras enormes de personagens de Toy Story, Fantasia e 101 Dálmatas, além de um fusca gigante em homenagem ao longa Se Meu Fusca Falasse. Ao lado do All Star Music e All Star Sports, costuma ser o preferido de crianças e adolescentes. Tem duas piscinas, um playground e uma sala de jogos. Fica dentro da Disney. Diárias a partir de US$ 82 por quarto. 





Pertinho do complexo da Universal. O alto som de rock do lobby pode dar a impressão de que não é um hotel para crianças, mas é sim. Logo que chegam, elas recebem uma míni-guitarra inflável. O clubinho moderno com parede grafitada, pufes e computadores, faz sucesso. O hotel também promove noites em que as crianças podem cozinhar e jantares com personagens da Universal. Diárias a partir de US$ 191,20 por quarto. 




Localizado dentro da Disney e com decoração temática do México, tem uma "pirâmide maia" com piscina e toboágua. No playground, as crianças podem brincar de exploradores em busca do tesouro. Além disso, como o resort fica na beira do Lago Dorado, é possível passear de caiaque e barcos motorizados ou jogar vôlei de praia. Para os pais, um enorme ofurô com capacidade para 22 pessoas.
Diárias a partir de US$ 159 por quarto.





Fora do complexo Disney, tem uma grande vantagem, que é a cozinha dentro da suíte. Para uma tarde mais animada, é possível inclusive fazer um churrasco. Para completar, que tal um passeio de quadriciclo? Há também uma campo de míni-golfe, quadras de basquete, tênis e futebol, playgroud e piscinas com toboágua. E a parte que promete deixar água na boca: a loja da Pizza Hut Express dentro do hotel.
Diárias a partir de US$ 145 por quarto. 




Fica a menos de 5 minutos dos parques da Universal e um pouxo mais longe da Disney. Embora com quartos bem básicos, o complexo é uma atração à parte, tem até lagos de jacarés, onde as crianças podem assisti-los sendo alimentados. Há também um barco ancorado que serve de restaurante. E para agradar pais e filhos, há uma Häagen-Dazs instalada no átrio. Diárias a partir de US$ 159 por quarto.


 


É o mais clássico dos  hotéis da Disney. Fica em frente a um lago, onde é possível fazer um passeio delicioso num barquinho com lugar para dois. Tem um trem que vai rapidinho para alguns parques, como o vizinho Magic Kingdom. Além das atividades no lago e a praia de areia branquinha, há piscinas e um clubinho com monitores. Mas o programa mais divertido mesmo para as meninas é o chá da tarde, em que elas vão vestidas de princesas e encontram com a Aurora, de A Bela Adormecida.
Diárias a partir de US$ 440 por quarto.

14 de janeiro de 2013

Brincadeiras nas férias – momentos de lazer e aprendizado.

Post publicado originalmente em 22.6.2011

Passar as férias com os filhos é muito agradável. Eles adoram passar o tempo com a gente, brincar no parquinho e na água. Apesar de algumas tarefas, como pegar uma bola, pular corda ou balançar, sejam difíceis para crianças menores de cinco anos, o treino pode ser começado desde agora.


1. Balançar
Vai demorar um pouco para seu filho conseguir se balançar sozinho. Balançar exige equilíbrio, força e um senso de tempo. É raro uma criança conseguir se balançar sozinha antes de atingir a idade pré-escolar.
Dicas:
Com dois adultos é possível dar uma ideia de como se balançar. Um se posiciona na frente do balanço e o outro atrás. Pede para a criança tentar alcançar a pessoa na frente com a ponta dos pés e a pessoa atrás com o calcanhar. Assim ela começa a entender o ritmo do balanço corporal. Para facilitar “pegar o ritmo”, invente uma musiquinha para acompanhar.
Idade na qual a criança balança sozinha: entre quatro e seis anos.

2. Pular corda
Se você lembrar de musiquinhas legais da sua infância para pular corda, não hesite, ensine-as para seu filho. Mas não espere que ele saiba cantar e pular ao mesmo tempo antes de entrar no ensino fundamental.
Dicas:
Concentre-se no aspecto lúdico de pular corda. Os dias de férias passam de maneira divertida pulando, de um lugar pro outro, pulando e ouvindo música... Aprender a pular é um pré-requisito para pular corda.
Jogar jogos de pular. Coloque pequenos obstáculos para se pular em cima, como, por exemplo, pular pequenas poças de água. Para crianças já um pouco maiores, pode-se colocar a corda no chão e pedir para pular e, aos poucos, ir levantando a corda para aumentar o pulo.
Idade na qual a criança pula:
- nos dois pés 2,5 anos.
- de um lugar para o outro 3 anos.
- com a corda  5 ou 6 anos.


3. Fazer bolhas de sabão
Pode parecer estranho, mas soprar para fazer bolinhas de sabão é bastante complexo. Embora a criança saiba soprar, ela provavelmente não consegue direcionar e medir a quantidade de ar necessária para fazer bolhas antes de completar três anos.
Dicas:
Não use apenas detergente. Procure outras receitas na Internet.
Idade na qual a criança faz bolhas:
- a partir de um ano: fazer as bolhas sacudindo o círculo.
- soprar para fazer as bolhas, a partir de três anos.



4. Cambalhota
Fazer cambalhota é uma das habilidades essenciais da infância. O melhor lugar para aprender é no gramado.
Dicas:
Comece a ensinar a cambalhotar rodando como touro no chão. Mostre seu exemplo para a criança. Vocês podem, também, deitar no chão com as cabeças juntas, segurando nas mãos e rolar juntos. Comece a rolar onde está plano e aos poucos vá dificultando e começando a rolar na inclinação. Quando perceber que a criança está pronta, passe para a próxima fase.
Bumbum no chão e bola no colo: pode começar o treino com uma pequena bola macia que a criança segura embaixo do queixo para que lembre de segurar a cabeça para baixo.
Brincar de bola: peça para a criança se abaixar e se transformar em uma bola segurando os joelhos no peito.
Rolar: pode ajudar a criança a rolar segurando a cabeça com uma das suas mãos e as costas com a outra. Com este apoio, ajude-a a fazer a cambalhota.
Idade na qual a criança:
- rola como um touro: a partir de um ano.
- faz cambalhotas com a ajuda de um adulto: entre 3 e 4 anos.

5. Pegar uma bola 
A maioria das crianças menores de cinco anos não são muito boas em jogar ou pegar a bola. Não se preocupe, ela vai aprender assim que a coordenação entre a mão e o olho estiver pronta.
Dicas:
Começa perto: meio metro a um metro é suficiente no início.
Não use qualquer bola velha: as bolas velhas perdem a elasticidade, o que é essencial para que a criança consiga pegá-la. O material também é importante. Até a criança mais sensível não vai se assustar se o material for macio.
Não use bola: você pode começa a jogar outras coisinhas, sem ser a bola. Por exemplo os bichos de pelúcia. Eles são fáceis de pegar e não machucam.
Mande olhar a bola: já ouvimos mil vezes “olhe a bola”, mas as crianças esquecem. Tente se lembrar de outras maneiras como “olha como a bola está chegando”.
Idade na qual a criança:
- joga a bola: 1 ano.
- pega bola jogada:  2, 5 anos.
- acertar bem pegar a bola: 5 a 6,5 anos.

Dicas do parenting.com, com tradução da Raisa, mãe da Liina.

Imagens de filhos de mamães do grupo.