30 de abril de 2013

Comprei mas não aprovei: Tablet Infantil da Gradiente



A Gradiente lançou ano passado um tablet destinado a público infantil. Não é brinquedo, é um tablet de verdade que mamãe e papai podem usar também para navegar na internet. Mas ele vem com alguns (poucos) conteúdos infantis já instalados e um programa de parental control.

Comprei para minha filha, pois tinhamos programado uma viagem longa e precisávamos de entretenimento. Para não dizer que é todo ruim, vou dizer uma coisa positiva dele: ele quebra um galho.

Eu não entendo nada de tecnologia. Eu mesma não tenho tablet. Mas comprei para ela brincar na tal da viagem e para eu baixar conteúdos para auxiliar na educação bilingue. Quebrei a cara. Como eu não entendo nada, não soube checar antes, mas o aparelho não aceita baixar no Google Play. Ele usa Android, mas aparentemente só pode baixar aplicativos oferecidos pela Gradiente.

E lógico que a Gradiente não oferece aplicativos que auxiliem no ensino de finlandês. Peço a gentileza da Gradiente entrar em contato comigo se eu estiver engadana, com maior prazer retifico o texto aqui.

Mas, por enquanto, o tablet – nada barato – serve para ver uns clipes da galinha pintadinha, brincar com um aplicativo de inglês, até legalzinho, mas trava toda hora, e baixar o que a Gradiente pre-selecionou para nós.

E pensar que é um tablet para crianças, é muito frágil, não vem com nenhuma proteção física. A tela não é muito sensível para toque de criança. Ela tem que apertar muitas vezes e termina travando. Minha filha mesmo prefere brincar com meu celular – também android mas que permite baixar no Google Play – do que se estressar com o tablet dela.

Bom, ressalto que não sou especialista em matéria de tablet e talvez alguma outra pessoa consiga fazer melhor uso. Mas, no nosso caso, ele somente quebrou um galho na viagem e agora fica guardado no estante sem que ninguém sente falta.

Raisa, mãe de Liina (3 anos)

29 de abril de 2013

Na noite em que você nasceu...



Qual a probabilidade de um livro infantil emocionar um adulto? Não sei. Tirando aqueles que lemos quando crianças e que, por isso mesmo, mexem com emoções do passado, livros infantis não costumam me emocionar.

 Meus meninos estão ainda pequenos, 4 e 2 anos, e a literatura disponível, embora farta, é simples, com muitas figuras e pouco pensar. Natural. A ideia nesta fase é apresentar os livros, fazê-los presentes na vida dos pequenos, criar intimidade.

Na escola em que meus filhos estudam há um projeto de leitura, que se inicia ainda no maternal 1, onde as crianças trazem livros diferentes semanalmente para casa. Toda semana temos dois livros novos e eles são lidos milhões de vezes enquanto ficam conosco.

Até aí, tudo rotina. Muitas cores, figuras, rimas e trovas.

Só que neste fim de semana recebemos um livro diferente. Chama-se: “Na noite em que você nasceu....”, de autoria de Nancy Tillman.



Que livro!

Chorei! Comecei a ler o livro com os meninos sentada no sofá da sala, abraçada aos dois, como sempre faço. Da segunda folha em diante as lágrimas começaram a escorrer.

Não, não estou de TPM, nem com problemas pessoais. O livro é maravilhoso mesmo!

De maneira simples, com as tais rimas e frases curtas, a autora redigiu uma ode aos filhos! Disse com simplicidade aquilo que toda mãe e todo pai gostariam de dizer aos filhos: - Vocês chegaram para dar sentido a minha vida!

Não é todo dia que choro lendo, mas acontece. Chorar lendo livro infantil é que foi a grande novidade. Por isso, corri aqui no blog, joguei o post que estava programado para hoje para a próxima semana e vim dizer para vocês que li, chorei e mais do que aprovei o livro “Na noite em que você nasceu!”.


Boa semana a todos,
 Lucyanna
 (mãe dos maiores presentes de Deus, João Paulo e Gabriel)

Ficha técnica: Tillman, Nancy. Na noite em que você nasceu.
 Tradução: Gilda de Aquino. 2ª reimpressão. Editora Brinque-book.

26 de abril de 2013

Agenda Cultural Infantil - 27 e 28 de abril















Evento: 1º Astronomia na Praça / Encontro de Telescópios

Data: 27/Apr/2013, 18:30
Horário: 18h30 às 21h
Local: Praça dos Três Poderes
Participantes: Sócios, Lista Casbnet e Público geral

















"Shrek", com Cia Teatral Néia e Nando

Data: 27 e 28
Local: Teatro da Escola Parque 307/507 sul
Horário: 15 h
Entrada: R$ 20 (meia) R$40 (inteira)
Livre para todos os públicos





















Teatro Infantil: "Monster High", com Cia. Teatral Néia e Nando

Data: 27 e 28
Local: Espaço Brasil 21Cultural
Horário: 17h
Entrada: R$40 (inteira) e R$20 (meia)




















Espetáculo:
Da areia branca ao barro vermelho,
história do bumba meu boi de Seu Teodoro",
com Circo de Histórias Mutantes

Data: 26,27 e 28
Horário: Sextas 21h, sábados e domingos às 17h e 21h
Local: Teatro Mapati - SHCGN 707, Bl K, Casa 05
Entrada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Classificação: Livre



















Teatro Infantil: "João e Maria",
com Cia. Teatral Néia e Nando

Data: 27
Local:  Alameda Shopping (Taguatinga)
Horário: 16h
Entrada: Franca





Show de Mágica, com Tio André

Data: 28
Local:  Alameda Shopping (Taguatinga)
Horário: 16h
Entrada: Franca





















Domingo no Pátio: Show de Mágica , com Garcia

Data: 28
Local: Pátio Brasil Shopping
Horário: 16h30
Entrada: Franca



















Domingo é Dia de Teatro: "Pipino Online"

Data: 28
Local: Teatro Eva Herz - Iguatemi Brasília
Horário: 15h
Entrada: Franca (mediante retirada de ingresso no Concierge a partir das 12h)







BRINQUEDOTECA DA TIA DOCINHO NO PONTÃO:




Leia mais aqui!

Pergunte ao Dr. Petrus


Boa noite, Dr Petrus.
Meu nome é Josélia Reis e tenho uma filha de 11 anos. Semana passada recebi um comunicado da escola sobre a vacinação contra o HPV para as meninas dessa idade. Fiquei bem receosa em autorizar e o pai nem se fala. Resolvi usar esse canal para tirar algumas dúvidas.
Qual a real necessidade/importância dessa vacina?? Existe algum risco em toma-la??? Porque somente meninAs e só nessa faixa etária???

Obrigada e parabéns pela disponibilidade em esclarecer tantas dúvidas.

Olá, Josélia!
A vacina contra o HPV é muito segura e eficaz e teve sua primeira indicação em pacientes do sexo feminino de 9 aos 26 anos. Atualmente, há indicações, inclusive, para pacientes do sexo masculino, para aqueles que já tiveram contato prévio e para outras faixas etárias.
Nas mulheres, 90 a 95% dos casos de câncer de colo uterino estão associados ao HPV. A maior importância da vacina é de gerar imunidade para o câncer genital, pois ela protege para os subtipos mais comuns de HPV.
A vacina, apenas, é contra-indicada na gravidez e o fato da paciente já ter sido vacinada não a exclui da rotina ginecológica com coleta da "prevenção do colo uterino" (exame papanicolau).
A sua realização é de recomendação da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). O link para melhor leitura é este aqui!
Infelizmente, a única unidade federativa que está oferecendo esta vacina é o Distrito Federal, para alunas das escolas públicas e particulares numa faixa etária bem reduzida, de 11 a 13 anos, com aplicação de 3 doses.
Torço para que o Ministério da Saúde não retarde a aprovação para o calendário vacinal oficial, pois esta questão é de saúde pública e os benefícios são colhidos de médio a longo prazo.

Atenciosamente e à disposição,

Dr. Petrus Sanchez
CRM-DF 13584
TEGO 0212-2008
PACIENTES E FAMILIARES: As orientaçöes médicas acima possuem caráter meramente informativo, não substituindo a consulta médica presencial necessária

25 de abril de 2013

Os objetos que mais acumulam germes na cozinha






 Compartimentos de vegetais da geladeira, peças do liquidificador, abridores de lata e espátulas de plástico. Sabe o que esses cinco itens têm em comum? Segundo uma pesquisa feita pelo NSF International (organização com sede nos Estados Unidos sem fins lucrativos que trata de assuntos de saúde pública), eles são os objetos que mais acumulam germes nas cozinhas norte-americanas.

O estudo foi feito com 20 famílias, todas moradoras dos subúrbios de Detroit e Ann Harbor, em Michigan. Em um primeiro momento, os pesquisadores perguntaram quais objetos elas achavam que seriam os maiores focos de bactérias. Em seguida, analisaram as cozinhas procurando sinais de
E.coli, Salmonela, Listeria, mofos e leveduras.

O resultado foi surpreendente para muitos dos participantes. Em alguns dos itens que eles haviam citado, como o prato do aparelho de microondas, por exemplo, não foram encontrados germes. Em alguns que eles nem pensaram em mencionar, no entanto, entre eles os liquidificadores, havia grande acúmulo de bactérias.

De acordo com Lisa Yakas, microbiologista da NSF, o objetivo da pesquisa não é assustar o público, mas sim oferecer informações importantes sobre as melhores maneiras de reduzir a manifestação de doenças de origem alimentar. “O que realmente queremos é que as pessoas fiquem mais atentas a itens com os quais não costumam se preocupar”, afirmou, em nota.

Abaixo, separamos as principais orientações da NSF sobre como manter esses objetos limpos em sua cozinha. Confira:
 

Compartimentos da geladeira: Remova o compartimento, se possível. Use uma esponja limpa ou um pano macio para lavá-lo com detergente misturado com água morna. Enxague com água da torneira e seque com uma toalha limpa. Para ajudar a controlar os odores, use água morna misturada com uma solução de bicarbonato de sódio (cerca de 1-2 colheres de sopa de bicarbonato para 1 litro de água). Faça a limpeza mensalmente.
   
Liquidificador: Desligue-o e tire o copo da base. Desmonte completamente. Lave cada uma das partes separadamente com água quente e sabão, enxague e seque antes de remontar. Realize esse procedimento depois de toda utilização.
  

Abridor de lata: Lave com água quente, enxague bem com água corrente limpa e deixe secar. Fique atento à área em torno das lâminas de corte para ter certeza de que todos os resíduos de alimentos foram removidos. 
 


Espátulas: Separe o cabo da parte de plástico, lave com água quente e sabão e enxague com água limpa. Fique atento à área de encaixe entre as duas partes. Enxague bem e seque.


Crédito/fonte: http://revistacrescer.globo.com , 15/04/2013
imagens: google imagens
                                                                                           Big Motherns Brasília

24 de abril de 2013

Vacina antigripal em Brasília - pesquisa de preços


O frio chegou com tudo em Brasília e, com a mudança no tempo, ficamos mais suscetíveis a gripes, resfriados e doenças alérgicas (isso sem citar os surtos de Coqueluche). Uma das preocupações atuais (principalmente para mães e pais) é com o vírus circulante da Influenza, também conhecida como "Gripe A", "H1N1", "Gripe Suína", e por aí vai. Independente da nomenclatura, o fato é que esse vírus tem sofrido mutação e que requer atenção e cuidados especiais ano a ano. 

No Brasil, o Ministério da Saúde lançou a Campanha de Vacinação contra Gripe que segue até a próxima sexta-feira (26/4) nos postos de saúde de todo o território nacional. O problema é que essa oferta não cobre toda a população, ou seja, fora os grupos tidos como "prioritários ou de risco" (clique aqui para conhecer) para o Ministério, muita gente está desamparada no quesito imunização. Aqui no Big Motherns Brasília, por exemplo, daz 11 componentes, apenas uma pode se beneficiar da vacina oferecida gratuitamente - a única gestante do grupo.

Não vamos aqui entrar no mérito da justiça ou da igualdade, porque esse não é nosso objetivo. Queremos apenas compartilhar com nossos leitores e seguidores uma rápida pesquisa de preços que fizemos em clínicas de vacinação de Brasília, pois aqui acreditamos e concordamos com a importância da vacinação. 

A pesquisa abaixo foi feita no dia 23 de abril de 2013, por telefone, tendo como base a vacina trivalente, que combina a gripe A (H1N1) e a gripe sazonal (H3N2 e B), circulantes no Hemisfério Sul, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde para este ano. Os preços abaixo se referem a doses para crianças a partir de três anos de idade:

- Imunocentro: (61) 3346-0101
   R$ 90,00/dose

- Alergo Vacine: (61) 3345-8001
    R$ 80,00/dose

- Imunolife: (61) 3364-0775
   R$ 90,00/dose 

- Neocentro: (61) 3361-0001
   R$ 90,00/dose

- Sabin Vacinas: (61) 3329-8000
   R$ 135,00/dose


Abraços, Big Motherns Brasília

Relato de parto: Marina

Pedimos a Carla, esposa de Marcelo e mãe de Marina e Benedito que contasse pra nós sobre suas experiências com o parto. Ela gentilmente nos atendeu e deste modo se propôe a dividir e dar força às outras mamães no sonho de conseguir seu parto normal. Reproduzimos aqui, para a sua inspiração.

Mamãe: Carla
Papai: Marcelo
Bebê: Marina
Doula: Clarissa
Parteira: Marília



Eu e Marcelo ficamos até as 10 horas da noite do dia 20/05 reorganizando o blog da Marina para que, quando ela nascesse, todos pudessem acessá-lo. Bem, escolhemos a hora certa, pois as 23:50 a bolsa das águas rompeu.

Estávamos deitados, o Marcelo assistindo “Silêncio dos Inocentes”, e eu recostada no peito dele cochilando, quando soltei um grito: “Amor, a bolsa estourou!”. Ele se levantou e me pediu para confirmar se era a bolsa mesmo. Eu me levantei e estávamos com meia cama inundada de água. Reconhecemos o tampão mucoso com um pouco de sangue e daí eu fui me sentar no vaso para terminar de vazar (nesta hora eu estava tremendo de medo. Eu batia muito o queixo, parecia que estava morta de frio, mas não sentia frio, estava mesmo era petrificada! Mas como eu tinha me preparado muito para aquele momento, resolvi respirar fundo e me acalmar para poder trabalhar e fazer Marina nascer). Enquanto saía mais muco eu brinquei: “Olha, ele existe, ele existe é o tampão!”. Rimos um pouco e o Marcelo começou a andar de um lado para o outro, lembrando do que tinha que fazer. Primeiro ligou para a Clarissa e para a Marília, coisa que me arrependi de ter deixado ele fazer, pois me lembrei que a bolsa rota era o início da contagem regressiva para um parto empoderado: tínhamos 12 horas! Se eu voltasse a me deitar e esperar as contrações começarem para depois chamar alguém e mentir sobre a hora da ruptura, ganharia algum tempo... mas o Marcelo já tinha ligado. Entre nossa confusão de pegar uma calcinha e um modess gigante para mim, trocar a lâmpada do nosso quarto, (que havia queimado as 19:00 e que decidimos deixar para trocá-la na manhã seguinte), arrumar a panela de pressão para esterilizar as coisas e fazer um chá de canela para “chamar” a contração, o Marcelo deu 5 mil voltas pela casa que nem uma barata tonta e eu sentada no vaso tentando acalmá-lo. Quando ele conseguiu me trazer a calcinha e o modess eu olhei para ele e disse: “Vamos fazer o que é mais importante agora!” Minha sogra havia nos dado uma vela de 7 dias rosa, dizendo que deveríamos acendê-la qdo começasse o TP, então acendemos a vela, apagamos todas as luzes, sentamo-nos no escritório um de frente para o outro de mãos dadas e fizemos uma oração, pedindo para que tudo saísse conforme nosso merecimento e que Marina viesse bem ao mundo.


Depois deste momento as coisas começaram a se organizar na cabeça do Marcelo. Ele trocou a lâmpada do quarto, eu arrumei a panela de pressão e peguei meu chá de canela e fui me deitar. Logo que me deitei as contrações começaram... acho que já estava com elas, mas como minha barriga estava muito pesada já, sempre sentia dores no pé da barriga, então nunca associei elas a contrações, só fui saber que eram contrações realmente qdo Marília chegou e me disse que eram.
Clarissa e Marília chegaram juntinhas, apesar de terem saído de lugares diferentes e o Marcelo achou que era prenúncio de que tudo correria bem.
Marília logo fez um toque e constatou 3 cm de dilatação, eu e Marcelo nos olhamos, coisa que fizemos o TP todo aliás, e suspiramos comemorando...
Resolvi andar, mas andando eu não tinha a noção de quando começava uma contração e queríamos medir o ritmo, então me sentei na sala e o Marcelo anotou: contrações de 5 em 5.
Começamos a assistir um filme de suspense que passava na globo... um filme tenso, cheio de sustos, mas não prestávamos muita atenção a ele, não, pois eu resolvi voltar andar durante as contrações e o povo ficou conversando.
Lá pelas 2 da manhã a Marília resolveu começar a esterilizar os instrumentos. Colocou tudo na panela de pressão e ligou. Eu já sabia que ela estava com um escape maior de pressão e que precisava ser escorada com uma colher, depois de um tempo ligada, mas o Marcelo achou que o escape estava grande, mesmo com a colher, e resolveu ficar segurando ela. Ele não estava me ouvindo muito, acho que era por conta do nervosismo, mas eu o alertei umas duas vezes sobre segurar demais o pino e a panela explodir, mas ele não ouviu.
Estava eu sentada na sala, entre uma contração e outra quando escutamos o “cabum”... e a panela explodiu. Eu não tive forças para levantar do sofá, mas a Clarissa logo correu para ver se o Marcelo estava bem. Eu comecei a chamar por ele, mas ele não me respondeu (acho que por causa do susto) e eu comecei a me desesperar (isso foi coisa de 1 minuto, só) e comecei a chorar achando que ele tinha se machucado, enquanto a Marília tentava me acalmar. Qdo ele, 1 minuto depois, respondeu e apareceu na sala, estava todo molhado e rindo... eu pulei no pescoço dele e o abracei...o sortudo só ganhou uma queimadurinha de nada em uma das mãos, coisa que um copo de água gelada resolveu bem.
Fiquei com medo de isso travar o meu TP, mas que nada, as contrações continuaram. Depois de tanta adrenalina, resolvemos todos descansar. Tiramos do filme de suspense e coloquei “Dança comigo” no DVD. Eu e Marcelo fomos para o quarto e Marília e Clarissa se deitaram no sofá. Marília tirou um belo cochilo e Marcelo também, mas eu não consegui me deitar. Peguei minha bola suíça, coloquei na beira da cama e me debrucei em cima de uns travesseiros. Quando a contração vinha eu rebolava, respirava pelo nariz e expirava pela boca visualizando a saída do ar pela vagina (como li no livro “Quando o corpo consente”) e pensava em uma linda margarida branca se abrindo em flor. Resolveu, pois algum tempo depois, no próximo toque, constatamos 5 cm de dilatação.
Foi aí que Marília, durante a escuta do foco, disse: já estamos com quase 6 horas se TP, a partir disso fica perigoso sem antibiótico. Eu retruquei gentilmente: “Acho que a margem de segurança são 12, não 6, né?” Ela se calou e disse: “Vamos esperar até as 6 da manhã... daí faço outro toque e avaliamos.”
Voltamos para o quarto eu e Marcelo, já nos entreolhando com carinhas de que aquilo ia acabar em hospital, mesmo. Mas apesar da tristeza, respirei fundo, juntei minhas forças e a cada contração me acocorava com o apoio do Marcelo. Continuava mentalizando a flor e o sopro pela vagina e entoava meu mantra: “dilataaaaaaaaaaaaaaaa, dilataaaaaaaaaaaaaaaaaa”.
Clarissa se juntou a nós no quarto, pois sabia que aquela conversa com a Marília tinha nos deixado chateados e ficamos lá caladinhos para não acorda-la, já que ela que dormia na sala e ganharmos algum tempo depois das 6 da manhã.
Ela acordou quase às 7 e fez o toque: 8 para 9 de dilatação, mas colo grosso, o que a deixou bastante preocupada.
Fomos tomar café da manhã. Marcelo desceu e comprou uns pães de queijo e eu fiz um café e arrumei a mesa para nós. Eu comi um pão com manteiga e uma caneca de leite com café.
Daí a Marília sugeriu que eu fosse para o chuveiro. Como as contrações já estavam bem apertadas achei que ia ser uma boa para aliviar a dor. A água na lombar realmente é um santo remédio para as dores. Devo ter ficado umas 2 horas ali.
Quando estava saindo do chuveiro resolvi ligar para a minha mãe e dizer que estava em TP. Ela ficou toda feliz, mas disse que não iria logo lá para casa, pois estava no hospital com irmão dela que estava com a filha acidentada de carro. Ela não quis entrar em detalhes, nem eu quis perguntar, pois aquela era a hora de eu me concentrar no nascimento da minha filha e nada poderia me interromper. 15 dias depois de Marina nascida fiquei sabendo que minha prima estava na UTI respirando por aparelhos.
Depois de sair do chuveiro fui me sentar na bola e rebolar na sala. Marília que já estava apreensiva com o tempo de TP e bolsa rota, resolveu me fazer outro toque lá pelas 10:30.
Nenhuma evolução: colo grosso e dilatação na mesma, sem contar que Marina ainda estava de dorso à direita.
Marília me deu um ultimato: ou esse parto evolui nas próximas 2 horas ou vamos para o hospital. Outra vez fiquei bastante triste e perguntei a ela o que podia fazer para ajudar aquele colo a amolecer, afinar, sei lá. Ela sugeriu que eu permanecesse deitada durante as contrações. Achei um pouco estranho, mas como estávamos confiando nela, resolvi acatar, pois ela disse que por eu estar ativa muito tempo o colo precisava de um “descanso” para poder afinar. Daí sim as contrações doeram... deitada piora tudo e não consegui ficar daquela forma muito tempo e logo resolvi voltar a ficar de cócoras durante as contrações.
Enquanto permanecia deitada, o Marcelo ficou deitado comigo e resolveu tentar me ajudar a entoar o mantra, mas ele disse que estava tão nervoso que só conseguia pensar no que poderia fazer para me ajudar.
Marcelo e Clarissa já estavam se dando por vencidos: nós iríamos para o hospital, mesmo. Mas eu insistia em acreditar que tudo iria se desenrolar nas próximas 2 horas. Pensei muito na Renatinha dizendo q chegou no hospital com o colo grosso e mesmo assim meia hora depois o bebê nasceu. Mas não desenrolou. Marília nem fez mais um toque, já entrou no quarto dizendo que teríamos que ir par o hospital para induzir o parto. Já era mais de meio dia e ela não podia mais garantir que tudo daria certo em casa apesar dos batimentos da Marina estarem normais e minha pressão estar 13 x 9. Estava com 12 horas de bolsa rota, muito mais do que ela queria que eu permanecesse em casa. O Marcelo ensaiou um choro, querendo pedir desculpas por não sei o que e eu olhei para ele e disse: “Choro agora não. Vamos para o hospital e var dar tudo certo!”.
Como as duas não poderiam nos acompanhar no TP no hospital, optamos por Clarissa, que parecia mais antenada com nossos sentimentos. Então íamos para o hospital, Clarissa deixou Marília em casa e nos encontrou lá.
Antes de sairmos de casa virei para Marcelo e Clarissa e disse: Não deixem me dar nada (de analgesia) antes de eu falar “cachorro quente”... posso chamar todos os cachorros do mundo, mas enquanto não disser “cachorro quente” eu tô agüentando.
Quando abrimos a porta para sair entra minha mãe com um lindo arranjo de flores. O Marcelo já havia avisado a ela que iríamos para o hospital e ela estava do lado de fora da porta esperando a gente abrir para falar comigo (mas isso ela só me confessou depois).
Ligamos para a Raquel e avisamos que estávamos indo para o hospital e do tempo de bolsa rota. Ela questionou o motivo de termos demorado tanto e o Marcelo disse que eu achava que estava tudo indo bem, por isso não tinha ligado antes. Comecei a pensar naquela menina que esperou demais a bolsa rota em casa e que quando chegou no hospital o médico resolveu fazer cesárea e de anestesia geral, por ela ter desacatado o pedido dele de ir para o hospital antes.
Mas não era hora disso. Qdo descemos do elevador do prédio, meu pai e meu sogro estavam lá esperando a gente. Papai ainda teve o prazer de me amparar durante uma das contrações e me ajudar a entrar no carro.
Fui no banco de trás e a cada contração me segurava no banco da frente de gemia alto. Ainda me lembro do Marcelo falar que realmente o som se parecia com o de uma transa, mas não tinha condições de responder ao comentário dele. Aproveitei o momento para rezar e pedir que meu anjo da guarda e o da Marina iluminassem a cabeça da Raquel para que ela não fizesse nada que fosse desnecessário. Na verdade estava com medo da indução que a Marília falou que seria inevitável, pois achava que não agüentaria muito mais dor do que a que eu já estava sentindo e que a partir disso ocorresse uma cadeia de intervenções.
Chegamos lá e de cara recusei a cadeira de rodas. Fui de um extremo a outro do hospital andando e a cada contração me acocorava, o que aliviava bastante as dores. No caminho ouvi, pelo menos, uma 3 pessoas pedirem a cadeira de rodas para mim e eu e o Marcelo recusamos todas as vezes. Depois de toda a burocracia entrei para a sala onde uma médica de plantão fez o toque constatou de 7 a 8 de dilatação... ”Vixe! Será que a minha dilatação tá regredindo?” Pois tinha saído de casa com um último toque acusando de 8 para 9. O pior foi minha pressão que estava 15 x 10 (eu estava nervosa por estar no hospital), mas Marina continuava linda e forte, apesar de ainda não ter girado. O Marcelo ligou para a Raquel e informou nosso estado, e eu pedi para falar com ela para sentir o tom da voz dela. Estava doce como sempre. Eu me tranqüilizei mais e me levaram, agora de cadeira de rodas mesmo, para uma sala, a fim de esperar a Raquel chegar para eu poder subir para a suíte. Dali a pouco, mamãe entrou na sala e Clarissa aproveitou para sair e buscar uma água para mim. Mamãe anunciou a presença de todos, ou quase todos, pois ainda chegaria muita gente, no hospital: Meu pai, minha sogra e meu sogro, minha cunhada e minha sobrinha.
Qdo subimos para a suíte de parto os “convidados” subiram juntos e ficaram no quarto para onde eu iria depois que Marina nascesse. Como era no mesmo andar da suíte, pouco tempo depois estavam todos lá na porta tentando ouvir algo.
Já de cara recusei a tal camisolinha dizendo que Marcelo iria buscar a minha. Até cheguei a colocar a minha camisola, mas logo tirei, pois me sentia melhor sem nada.
Para nosso espanto e sorte Dra Raquel apenas fez um toque (que constatou de 6 a 7 de dilatação, pode? Minha dilatação só diminuía... como eu sei que isso não pode fiquei intrigada em saber por que as medidas foram tão diferentes)e que minha bolsa estava com ruptura alta, (apesar de sair bastante água durante as primeiras horas de TP, naquele instante já não saia mais nada) virou para a gente e disse para ficarmos à vontade e saiu da suíte. Nada de indução! Comemoramos e logo tirei a camisola para entrar debaixo do chuveiro. Fiquei muito tempo lá e Marcelo e Clarissa se revezando em massagear a minha lombar enquanto eu rebolava na bola suíça. Foi ali, debaixo do chuveiro da suíte que as contrações ficaram punks. Daí eu não gemia apenas, eu comecei a abrir mais a boca e soltar gritinhos compridos e descobri que chamar Marina para nascer me ajudava a suportar melhor da dor, então qdo a contração ficava mais forte eu gritava “Vem Marina! Nasce minha filha! A mamãe tá te esperando!” e coisas do gênero.
Lá pelas tantas Dra Raquel fez outro toque e constatou um pequeno avanço na dilatação, mas o colo ainda estava grosso. Vou lhes dizer: não senti dor em nenhum toque até aquela hora. Para mim foram como numa consulta ginecológica normal, dali pra frente é que o negócio ia pegar. Segundo a Dra Raquel, por conta do colo grosso, a dilatação não andava e ela deu uma “forçadinha” neste toque. Segurou minha barriga em cima e fez uma força lá dentro que terminou de romper a bolsa. Ela disse que aquela manobra era para ajudar o colo a afinar, a bolsa tinha estourado por conseqüência... aquilo, sim, doeu. Dei um belo berro, o 1º dos 3 que a torcida organizada na porta da suíte (que a essas alturas já eram 13 pessoas, entre amigos e parentes) conseguiram ouvir.
Da suíte só não me aproveitei da banheira, pois não tive vontade. Agora, fora do chuveiro as contrações eram doídas demais e eu não conseguia ficar longe do Marcelo qdo elas viam. Engraçado, não servia a Clarissa, tinha que ser o Marcelo. Era ele que tinha que me massagear. Depois daquela manobra, Raquel pediu para eu me acocorar durante as contrações e fazer força. Clarissa me explicou que era para ver se Marina girava logo.
Devo ter feito uma ou duas horas de força sentada na banqueta de parto, com Clarissa nas minhas costas massageando a lombar e Marcelo segurando minhas mãos. Clarissa até podia parar a massagem, mas se Marcelo soltasse minhas mãos eu pirava. Durante me lembrei da música que dedicamos a ela “Sá Marina” que numa das partes diz “Roda pela vida a fora e põe pra fora essa alegria...” e daí, qdo conseguia, cantava esta parte da música, mas ainda chamava ela durante as contrações, pois isso,incrivelmente, continuava aliviando a dor. Eu não vi, pois estava de olhos fechados, mas Marcelo chorava enquanto eu cantava, pois esta música o emociona bastante.
Umas 6 horas da tarde Raquel entra na suíte dizendo que vai fazer um antibiótico em mim, mas não vai me colocar soro, vai apenas dar o antibiótico e pronto. Ela sabia do meu trauma de hospitais, internações e etc e foi bem legal comigo nesta parte também. Voltou a medir minha pressão que ainda estava alta, mas não me lembro o quanto, e nos deixou mais um tempo a sós.
Hora de mais um toque. Nada de evolução. Marina quase não tinha girado e o colo estava grosso ainda e não saia dos 7 cm. (depois de uma certa hora a dor das contrações ficaram tão difíceis que eu só conseguia pensar que tinha que aliviá-las. Não conseguia mais concentrar em flor se abrindo, nem em sopro pela vagina, não).
Eu soltei um belo: “Ah, não acredito que não evoluiu!” e foi a 1ª e única vez que pensei em desistir daquilo. Ela fez mais uma vez a tal manobra, durante a contração (que ela me explicou mais tarde ser mesmo dilatar com a mão para o colo afinar) e perguntei a ela sobre a analgesia. Nesta hora Marcelo e Clarissa perceberam que eu estava perdendo as forças e começaram a me incentivar a continuar tentando e sussurravam no meu ouvido que eu não desistisse, pois já estava muito perto. Lembrei da Ingrid que dizia: “Se não está agüentando mais é por que está acabando”. A minha vontade era de dar um soco em cada um deles, pois a dor era terrível, mas sabia que eles me incentivavam a continuar para o meu próprio bem e da Marina.
Enquanto Raquel me explicava que a analgesia naquele momento iria facilitar as coisas, pois Marina já estava muito baixa, eu questionava se era só a analgesia ou se ela colocaria o soro também. Qdo ela falou que teria que colocar o soro, pois as contrações iam diminuir, ela auscultava outra vez o coração da Marina, que estava perfeito.
Comecei a pensar que não podia estragar toda aquela vontade de vir ao mundo da minha baixinha, que apesar de tanto tempo de TP ainda estava agüentando muito bem, pois sabia que a anestesia e o soro poderiam diminuir os batimentos dela e fazê-la entrar em sofrimento desnecessariamente.
Então resolvi agüentar firme por minha filha. “Se ela tem forças ainda, eu também terei”, pensei.
A partir daquela hora não sairia mais da cadeira de parto até Marina nascer e preferi mesmo que ela ficasse mais deitada que sentada, pois me sentia melhor assim.
Ela ainda fez mais uma manobra para terminar de dilatar e o colo afinar e daí para frente foi comigo.
Acho que fiz uma meia hora de força e não conseguia abrir os olhos, estava totalmente na partolândia e não queria sair de lá enquanto não tivesse Marina em meus braços.
As pessoas me chamavam para ver a cabecinha da Marina, mas eu não queria, eu só queria que aquilo acabasse logo, então não queria perder a concentração da força.
Qdo estava próximo da Marina nascer, ouvi um tilintar de instrumentos e abri os olhos. Olhei para a Clarissa e ela entendeu logo o que eu estava questionando: “Ela vai fazer episio?”. Ela olhou para a Raquel e a Raquel devolveu o olhar e disse para a assistente: “Eu não vou fazer, só se precisar”. A Clarissa me olhou e fez que não com a cabeça e eu fechei novamente os olhos para só abrir com a Marina no meu colo.
Chegaram até colocar o espelho para eu ver, mas eu me negava a perder a concentração... achava que aquilo não ia terminar nunca e todos dizendo: “está acabando, só mais uma força” e sempre tinha mais uma. Foi qdo Clarissa disse a hora, eram 8 da noite e revelou que seu pressentimento desde o início era de que Marina ia nascer às 8, que eu acreditei que aquilo ia acabar.
Ouvi o Marcelo chorar e dizer: “Tá nascendo, amor!” e uma pequena ardência que devia ser o círculo de fogo e eu senti a cabeça dela sair e a Raquel soltar os ombros dela (nasceu as 20:15, de dorso à direita mesmo). Segundos depois ela estava no meu colo, chorando fortemente e soltando uma secreção pela boca. Eu conversei com ela bastante gritando e chorando, claro que depois de ter soltado um belo berro de “nasceu” para as pessoas que estavam do lado de fora da sala só esperando. O neonatologista me mandou abraçá-la (acho que a euforia era tanta que eu esqueci de tudo o que queria fazer com ela qdo nascesse... até de abraçá-la.)
Depois de levar os 3 pequenos pontos, que doeram um pouquinho só, Raquel pediu permissão para me cobrir e deixar a “galera” lá de fora entrar na sala. É claro que deixei, pois estava doida para dividir minha felicidade com todos que só tinham ouvido meus berros até àquela hora. Até minha sobrinha de 5 anos entrou. Foi aquela festa ainda na suíte.
Marina foi examinada rapidamente e recebeu apgar 10 e 10, o que confirmou que eu só fiz bem em agüentar até o fim, foi enrolada e entregue ao Marcelo, que só a soltou novamente na hora de pesar, medir e tomar banho. Ela recebeu a injeção de vitamina K e o colírio também. Tudo isso já no quarto, recebendo os elogios e os parabéns. (saímos rapidamente da suíte, pois tinha outra parturiente aguardando o que fez a Raquel sair do hospital as 5 da manhã).
Comi um belo X-tudo com suco enquanto Marcelo dava o banho nela na tummy tub (durante o TP, no hospital, só consegui comer uma barra de nutry e beber um copo d’água). Logo em seguida ela veio para mim para a 1ª mamada, no que se saiu muito bem.
Pontos positivos:
· Ter levado e discutido o meu plano de parto com a médica, pois fez com que ela respeitasse mais meus desejos;
· Ter a Clarissa e o Marcelo ao meu lado durante todo o TP, pois além de serem “testemunhas oculares” do que iria acontecer, meu marido foi uma surpresa maravilhosa, pois se manteve calmo durante todo o TP e me deu muita força;
· Ter ficado em casa as 12 horas de bolsa rota, com a assistência da Marília, pois se tivesse chegado ao hospital antes disso acho que a médica não teria esperado, não.
· Sem episio. VIVA!


Pontos negativos:

· Acho que por ficar fazendo tantas horas de força, meu abdomem ficou dolorido durante uns 20 dias. Para levantar era um problema, quero não fazer forçada próxima;(CONSEGUIDO)

· Os pontos da laceração me incomodaram bastante e mesmo depois que caíram o local deles ficou bem sensível e dolorido, não quero ter laceração da próxima vez. (CONSEGUIDO)



                                                                      Carla, mãe de Marina e Benedito

(Aqui você encontra o relato deste mesmo parto sob o ponto de vista do Papai Marcelo)