30 de setembro de 2013

Um marido pra chamar de seu (e que cobra por hora de trabalho)



Calma, calma, minha gente!

Nosso blog continua sendo um ambiente familiar abençoado, onde 11 mães se propõem a dividir um pouco da caminhada enlouquecedora da maternidade moderna com seus leitores.

Alguém falou em caminhada enlouquecedora?

Há cerca de 6 meses uma das portas do armário do meu filho despencou. Há cerca de 2 meses foi a vez da cômoda, que perdeu 2 gavetas por conta dos trilhos. Havia ainda quadros por pregar e outra porta (do armário da área) fora do lugar.

O meu marido? Ele trabalha o dia inteiro e dedica o pouco tempo livre para me ajudar com os meninos. E ajuda mesmo! Dá banho, oferece almoço e janta, leva e busca na escola, estuda junto, leva nos médicos...

Fins de semana? Temos a bênção de ter família grande e morando por aqui. Além dos nossos amigos e dos amigos das crianças... ou seja, festas, encontros, momentos especiais...

Sem contar com feira, supermercado, carro na revisão, menino doente, pediatra, farmácia, e, ufa!, um tempinho mínimo de descanso para este paizão lindo.

Ok. Mas e a porta do armário?



Bem, ela continuava lá, “guardada” da área, e o menino com um quarto todo bagunçado...

Eu não sou supersticiosa, se acreditasse em feng shui teria tirado meu pequeno príncipe do quarto, mas as coisas foram ficando, ficando, ficando... até que resolvi chamar um marido para chamar de meu.

Contratei um daqueles profissionais que cobram por hora e resolvem as coisinhas que andam pendentes em casa. A brincadeira de dizer que contratei um marido vem do nome que esse pessoal deu para o negócio. São maridos de aluguel, maridos por um dia...

Fiz uma pesquisa de mercado e vi que o preço é padronizado, mas há pequenas variações. No mais, os profissionais costumam trabalhar de maneira diferente, inclusive na mesma empresa. Há os que aceitam cartão, os que só recebem dinheiro e os que também aceitam cheques. Há, ainda, especialidades. Eu precisava de alguém bom em marcenaria, mas há encanadores, por exemplo.

Quando liguei, me foi informado o valor da 1ª hora, que é cobrada mesmo que "o seu marido" passe menos tempo na sua casa. Daí em diante, as horas são devidamente fracionadas.

Ele passou 1h40m na minha casa, arrumou todas as pendências, cobrou um preço justo e deixou a certeza de que neste fim de semana poderei chamar meu marido de “meu” sem questioná-lo sobre quando irá arrumar aquela bendita porta!



Abraços, Lucyanna (mãe do JP e do GB)

28 de setembro de 2013

A BOOMBAMBU quer saber!!!!!

A Boobambu está preparando uma incrível programação de cursos, workshops e palestras sobre infância.
Se você tem interesse em participar, contribua com sua opinião para essa pequena pesquisa. É rápida e muito valiosa!!! Afinal, é pra você que se interessa no assunto!!! 

Basta clicar no link abaixo! Obrigado!

https://docs.google.com/forms/d/1QwKJ-IgZ4GfBQeCfbSOcromUDNr5v6xU0UGMhZLvk0s/viewform

27 de setembro de 2013

O que a criança precisa saber sobre seu corpo e sobre violência sexual?

Vejam só a dica legal que recebemos da leitora Eliana Sena, que sempre colabora conosco especialmente com dicas de programação infantil e novidades.
 
O que a criança precisa saber sobre seu corpo e sobre violência sexual?
 
Lembrando que a educação sexual deve fazer parte do cotidiano do lar e da escola no processo de prevenção, a
criança precisa construir alguns conceitos básicos de proteção. Você pode se orientar por 5 ideias simples. Ela deverá ser capaz de:
-
Entender que tem controle e é dona do seu próprio corpo.

-Compreender que tem o direito de recusar toques e carinhos, por mais inocentes que estes sejam.
-Saber nomear todas as partes do corpo, incluindo as partes íntimas, seja pelo nome científico ou pelos apelidos familiares.
-Diferenciar TOQUE DO SIM e TOQUE DO NÃO (ver livro), levando em conta as circunstâncias de necessidade de cuidados de saúde e higiene.
-Identificar pessoas de confiança de sua convivência ou fora dela, caso precise de ajuda em situações de abuso sexual.
Pipo e Fifi é uma ferramenta de proteção que explica às crianças a partir de 4 anos, conceitos básicos sobre o corpo, sentimentos, convivência e trocas afetivas. De forma simples e diferenciada, ensina a diferenciar toques de amor de toque abusivos, apontando caminhos para o diálogo, proteção e ajuda.

Leia mais sobre este projeto aqui.

26 de setembro de 2013

Farmácia Popular



Se o seu filho tem bronquite, provavelmente você já ouviu falar do Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB), do Ministério da Saúde. Às vezes o médico receita e já diz: esse você pega pelo Farmácia Popular. Só que não é tão fácil assim. Algumas farmácias credenciadas colocam mil obstáculos, fazem a burocracia – que de fato existe – parecer um bicho de sete cabeças e você acaba desistindo. Isso quando não informam, equivocadamente, que o remédio não está no Programa.

Então, quando precisar de um medicamento para hipertensão, diabetes ou asma, que esteja incluído no PFPB, você deve ir munido de alguns documentos, informação e muita paciência.

O Programa está regulamentado pela Portaria 971 do Ministério da Saúde (MS), de maio de 2012 e não está condicionado à renda do beneficiário. Segundo a Portaria, existe a Rede Própria e a Rede Credenciada.

A Rede Própria é formada pelas Farmácias Populares em parceria com os Estados, DF, Municípios e hospitais filantrópicos. A lista de medicamentos fornecidos pela Rede Própria é mais restrita (veja aqui). Fique atento, pois a Farmácia pode tentar convencê-lo de que o medicamento procurado não está no PFPB e te mostrar uma lista, na qual, de fato, seu remédio não consta. Acredite, não é teoria da conspiração, aconteceu comigo e quase morri em R$ 64,56 por um medicamento que sairia de graça! A moça da farmácia confirmou três vezes para o meu marido que o remédio não era contemplado pelo programa, mostrou a lista e tudo! Quando ele chegou em casa descobri o engano, peguei o dinheiro de volta e escrevi este post.

A Rede Credenciada é formada pelas farmácias particulares, credenciadas ao MS, identificadas por este selo:





Alguns medicamentos são vendidos com desconto (veja aqui quais são). Entre eles há anticoncepcionais, remédios para glaucoma, rinite, osteoporose, dislipidemia e mal de Parkinson. O Programa também tem desconto para fraldas geriátricas, mas a aquisição tem particularidades das quais não falaremos aqui.

A lista dos medicamentos GRATUITOS que podem ser pegos na Rede Credenciada pode ser consultada aqui.

Para obter um medicamento pelo Farmácia Popular é preciso apresentar documento de identidade com foto, receita médica atual (vale por até 4 meses), fornecer seu nome e endereço completos. Se for comprar para seu filho, será preciso também a certidão de nascimento. Na verdade, a Portaria não fala em certidão, mas as farmácias têm exigido e como diz “apresentação pelo paciente, de documento oficial com foto no qual conste o seu número de CPF e sua fotografia” e eu não sou a paciente, tudo bem. O medicamento não pode ser pedido para entregar em casa, pois a Portaria MS 971 exige a presença do beneficiário na farmácia ou drogaria. É vedação expressa da norma regulamentadora, não adianta reclamar para o atendente. Na farmácia/drogaria eles devem tirar uma cópia da receita e quando for receber o cupom fiscal, o beneficiário deverá assinar e escrever seu endereço. Pode ser um procedimento chatinho, mas em geral vale a pena. Para mim, uma receita em que eu pagaria mais de R$ 100,00 saiu por R$ 4 e pouquinho.

Algumas farmácias insistem tanto em que a assinatura seja idêntica ao documento, que dá até para ficar tenso e errar a assinatura. Outras não têm essa neura. Em algumas o pagamento (daqueles que se compra com desconto) deve ser separado de outros produtos que porventura sejam comprados na loja. Outras não exigem isso. Algumas vão dizer que o sistema está fora do ar, que não têm como tirar a cópia da receita, que o CRM está ilegível, etc. O que se vê é que há estabelecimentos que fazem tudo para que o consumidor não leve o produto pelo Programa.

Veja bem, é preciso vencer esses pequenos entraves ou achar uma farmácia bacana, que não cause dificuldades, porque quando se fala que o medicamento pode ser obtido gratuitamente ou com desconto, temos que lembrar que não pagamos na hora. Mas esse remédio é pago por nós. Todos pagamos impostos e pagamos muito! Aí alguém diz: “Eu sou isento de imposto de renda, não tenho carro nem casa, não pago imposto”. Errado! Essa pessoa não paga os impostos mais conhecidos: IRPF, IPVA e IPTU. Mas cada vez que ela vai à padaria da esquina e compra um pão francês ou um cafezinho pingado, está pagando imposto! Faço essa observação para lembrar que adquirir um medicamento “gratuitamente” por um programa do governo não é um favor que se pede, é um direito que se exerce! Então, meu caro ou minha cara, “não é por 20 centavos”!

Cris, mãe do Ulisses e do Heitor.

25 de setembro de 2013

Onde foi parar o equilíbrio nisso tudo?




Confesso que relutei um pouco em publicar este texto, que na verdade é um desabafo. Fiquei receosa sobre como seria a ‘leitura’ do meu ponto de vista, mas preciso dividir com vocês.

Este final de semana estava rolando o celular pra ver as fotos de quem eu sigo numa rede social e acabei me deparando com a asneira escrita por uma fitnista da moda (me amarro em seguir fitnistas!!!), que não sai da mídia, anda super pop. O post dela era a imagem de uma conversa, mensagens de texto, via IPhone, algo do tipo:

“Estou com vontade de comer morango com leite condensado”.

A resposta era “-Sobe na balança que passa”.



Daí...

:-/

O unfollow foi imediato.

Num final de semana, por mais que se faça dieta, reeducação alimentar, se a pessoa não tem absolutamente nenhuma orientação médica que prescreva abstinência total ou parcial para algum tipo de alimento, é natural um ou outro deslize, não é mesmo? Mas quando a vida de alguém se resume a um “-sobe na balança que passa” penso que tem algo errado. E eu sinceramente prefiro as pessoas normais. Acrescento inclusive que balança não é referencial de saúde, muito magro por aí tem taxas bem alteradas no exame de sangue.
 
Se o foco da vida virou algo tão radical a ponto de não se permitir uma fatia de torta como esta da foto acima, ir a uma churrascaria, a uma festa de criança comer brigadeiros, ao almoço com amigos, chutar o balde nas férias, se a vida se resume a contar pontos, somar calorias, não se fala de absolutamente nada além de abdominais, do dolce far niente de passar todas quartas-feiras do ano pela manhã na areia da praia, se a pessoa não bate ponto num escritório convencional e vive de manter o glamour inalcançável pra as mães com vida real e pés na terra, pra mim não dá! Até mesmo porque lutar para alcançar esta imagem inatingível vai gerar uma frustração descabida que o efeito será reverso: é baixa auto-estima na cabeça.
E na cabeça o que será que tem? Só isso? Na cabeça por aqui tem buscar Deus e sua orientação a todo instante, tem também horários rígidos e coordenados, família para dar toda e a melhor atenção do mundo, um trabalho pra dar conta, casa para manter em ordem, supermercado, trânsito, contas a pagar, compromissos, amigos, lazer, descanso e na segunda que vem começa tudo isso de novo.




Não consigo achar natural ou ver graça em quem vive a vida de só comer salada e tomar whey protein. Palavra de quem aboliu os refrigerantes, está tentando cortar o leite, mantém uma vida saudável com base em reeducação alimentar, prática de exercícios físicos, prefere os alimentos na versão integral, açúcar mascavo, mas também não dispensa os dias que a nutri libera e come sem culpa um casadinho ou brigadeiro de panela, churrasquinho com tropeiro e vinagrete, torta suflair e Churros do Tio que vende no Carrefour. Por uma vida normal, por favor! Quem nunca?


Na foto: a imagem do panelaço de pipoca que comi com minha família na mesma noite em que li o absurdo que inspirou este post. Este foi o meu feliz protesto. [Tudo bem que na segunda eu tava ralando na academia, mas comi minha pipoquinha com muito gosto, sim sinhô! Afinal, "life is a matter of balance"...]

Maiara, mãe de Nicole, sempre em busca de uma vida com equilíbrio.




P.S.: Não acredite na imagem que aquela pop star te vende. Ela pode comer escondido (ou não!). Agora, se ela é mesmo feliz como ostenta aí são outros quinhentos...

24 de setembro de 2013

Escola livre de consumismo, que tal?


Pode ser que seja porque eu venho de um país onde o imposto já é “all-inclusive”, mas o comércio das escolas privadas me choca. Como ensinar valores de não-consumismo para crianças se a própria escola é um comércio? E a educação, cadê cadê? Se perdeu lá no meio...

Vejam só tudo que eu já paguei este ano:

  • Matrícula
  • Taxa anual
  • Taxa para garantia de matrícula do próximo ano
  • Mensalidade (x12)
  • Ballet (x12)
  • Uniforme escolar
  • Roupa para ballet
  • Material escolar
  • Lanche (x6, desisti e agora mando de casa)
  • Presente dia das mães
  • Presente dia dos pais
  • Fichas para festa junina
  • Cd com músicas das aulas
  • Encomenda de livros (x2)
  • Fotos da festa das mães, dos pais e da festa junina
  • Kit de recordações
  • Fantasia para apresentação de ballet
Além disso, já mandei para escola outros materiais solicitados (lata vazia, caixa de ovos etc.) mas nem reclamo pois trata-se de material reciclado.

Óbvio que ninguém me obriga comprar tudo que eles vendem. Mas maioria das coisas não tem jeito mesmo – como deixar uma criança sem se todos pagam?

Também não reclamo do valor em si, é alto mas pagável. Minha encrenca é mesmo com os valores que a escola passa e meu medo de educação ficar em segundo plano. Mudar de escola? Pelo que vejo por aqui, não vai adiantar muito.

23 de setembro de 2013

Ideias de presentes para batizados




Outro dia uma mamãe aqui do blog pediu dicas de presente para levar a um batizado.

Claro que, quando convidamos alguém para um momento de fé, o principal é que a pessoa vá de coração aberto, participe com atenção e respeito e, sobretudo, leve suas orações e votos de felicidade!

Mas não podemos negar que uma lembrança é sim algo delicado e, por isso, compilamos algumas dicas interessantes e de valores variados, já que o que importa mesmo, como dito, é o amor!



A primeira dica é a Bíblia do Bebê, existem vários modelos no mercado e todas agradam muito, Mesmo que o bebê seja pequenino demais, certamente “lerá” o livro mais tarde. Além disso, já está comprovado que papais e mamães devem ler para seus filhos o quanto antes.

Outras dicas legais:




@ o medalhão de berço – é uma medalha que as pessoas amarram no berço. Você encontra em lojas de artigos religiosos e há modelos para todos os gostos, cores, sexos...tenho  em casa uma do anjo da guarda e uma de Maria com Jesus nos braços!


@Alfinete de ouro com a imagem de um anjo, da cruz ou de Maria – as joalherias e as lojas de folheados têm várias opções. Todas lindas! E como são pequenas, não custam muito caro.


@Roupinha que tenha um anjinho ou uma frase religiosa estampados – útil, prática e agradará com certeza!



@Travesseiro com a oração do anjo

@quadrinho com uma oração

@ bichinhos de pelúcia que “rezam” orações – Conheço ursinhos e bonecas que rezam a oração do anjo, o Pai-Nosso e a Ave-Maria. São vendidos em lojas de brinquedos.

@ um terço infantil, se o batizado for católico.

@flores para a mãe do batizando também são uma expressão cortês, que agrada muito.

Viu com o há possibilidades diversas?


Por outro lado, preciso fazer um alerta: Não há presente no mundo mais importante do que participar do momento especial da família. Batizados costumam ser ocasiões celebradas entre familiares e amigos muito próximos, por isso leve um presente se puder e quiser, mas não deixe de participar!

Abraços, Lucyanna (mãe do JP e do GB)

20 de setembro de 2013

Brincar é tudo de bom!


A infância é um momento único. Uma fase da vida onde a brincadeira e o faz de conta estão presentes na rotina e nos detalhes do dia-a-dia.
Dada a importância do brincar no desenvolvimento infantil, buscar alternativas diferenciadas é sempre válido e gratificante, pois as experiências vividas são únicas. Por isso, vim relatar uma experiência diferente que vivemos lá em casa recentemente: o aluguel de brinquedos do Curumim Feliz que tem essa proposta se serviço diferenciado para as famílias que moram no DF.

Escolhemos:
- O Castelo do Reina da Águia
É um brinquedo incrível. Gabriel simplesmente adorou. Meu pequeno tem uma imaginação muito fértil, e as histórias que envolvem cavaleiros, super heróis, dragões, etc, sempre fizeram parte do seu imaginário. Então dá pra imaginar a reação dele quando recebeu o Castelo e viu a infinidade de possibilidades de brincadeiras pela frente? Ele aproveitou muito todos os 15 dias que o brinquedo ficou lá em casa.
Ah, nos primeiros dias não deixou de colocar na cama (em compartimentos do próprio castelo) e dar beijos de boa noite nos bonecos, rs. Uma graça.


- O Hot Wheels Pista Fúria do Dragão
Também agradou bastante, mas acho que eu deveria ter prestado mais atenção na faixa etária recomendada (4-5 anos), rs. Como ele acabou de fazer 4 aninhos, não conseguia montar o brinquedo sozinho. Mas nada que tenha atrapalhado a diversão, já que o pai estava sempre por perto pra dar uma mãozinha e claro, brincar junto.



Gabriel me disse que achou muito legal "o amiguinho" emprestar os brinquedos para ele (não sei porque ele chegou a essa conclusão, rs). Mais foi legal conversarmos sobre a devolução dos brinquedos, achei bacana essa oportunidade de discutir e reforçar alguns valores.

Enfim, parabenizo e agradeço a Rebeka do Curumim Feliz que, desde o momento da locação no site até a entrega e busca dos brinquedos na minha casa, foi extremamente atenciosa.

Gostou da ideia? Vai lá no site http://curumimfeliz.com.br dar uma "espiadnha" e aproveitar as promoções semanais que ocorrerão todas as sextas-feiras em comemoração ao dia das crianças. Tem opções para todos os gostos e diferentes idades. Boa diversão!

Andréa, mão do Gabriel

19 de setembro de 2013

Chapada Imperial: fomos e aprovamos!


O que fazer com as crianças nos finais de semana é uma questão que ronda grande parte dos pais.

Hoje, ainda bem, já contamos em nossa cidade com uma programação infantil bem farta e diversificada, além de muitos lugares onde podemos levar nossos filhos para se divertirem.

Teatro, cinema, brinquedotecas, parques e parquinhos estão entre as principais opções.

Mas o que planejar para o final de semana, ao invés de um teatro ou shopping, um passeio com direito a trilha e cachoeira?

Tão importante quanto o contato com os programas culturais é o contato com a natureza.



E as crianças amam!!! Ficam verdadeiramente encantadas.

Pensando em um programa assim e para recarregar as energias,  outro dia fomos passar o domingo na Chapada Imperial.

Essa reserva ecológica particular, mas aberta ao público (mediante reserva e pagamento de uma taxa que varia conforme a trilha que você pretende fazer) fica alguns minutos de carro do centro de Brasília, em Brazlândia (50 km de distância). Grande parte do trajeto é feito no asfalto, mas é preciso sim encarar alguns poucos quilômetros de terra, afinal, estamos indo para uma propriedade rural.

O lugar é LINDO e banhado por 33 cachoeiras. Um espetáculo da natureza que merece ser vivido e apreciado.
A diversão começou ainda em casa, na arrumação das mochilas para nosso dia de trilha. O Gustavo fez questão de ter uma mochila para ele, rs.
Providenciei mochilas para levarmos para a trilha e também uma bolsa que ficou no carro com alguns extras, como troca de roupa, sabonete, chinelos, etc. Não chegamos a usar, mas achei melhor prevenir.


Nas mochilas de trilha levamos: água, toalha, protetor solar e lanchinhos. Já fomos vestidos com roupa de banho e uma roupa confortável por cima, além de boné, para ajudar a proteger do sol. Para os pés tênis é a pedida para esse tipo de passeio. Nada de chinelos na trilha, heim!

A ESTRUTURA: Eles possuem uma ótima estrutura na sede para atender aos turistas, que inclui banheiros, cozinha, parquinho infantil, arvorismo, redário, tirolesa, refeitório, etc. Tudo bem no clima de fazenda, sem luxo, mas lindo e suficiente para garantir uma estadia super agradável. Os animais soltos pela fazenda fazem a alegria da criançada. O Gustavo fechou o dia andando a cavalo, coisa que adora!




AS TRILHAS: São 3 opções - curta (1km), média (3km) e longa (4km).

Pelas informações constantes no site da chapada, saímos de casa decididos a fazer a trilha pequena, indicada para crianças de 3 anos. Chegando lá e após aproveitar um pouco a área infantil, enquanto esperávamos nosso guia, um grupo se preparava para seguir pela trilha média e havia 2 crianças da idade do Gustavo. Conversamos com o guia, mudamos os planos e seguimos com eles.

Foram 3 km de caminhada, com algumas paradas rápidas e 2 paradas longas em 2 cachoeiras para banho. As cachoeiras são lindas, mas a água é bem gelada (quer água quente vai para Caldas Novas, rs). Mas aquilo faz um bem danado para o corpo e a alma. A pele agradece!!!! Mas mesmo quem não suporta água fria, só pela trilha já vale o passeio, viu!




A trilha é trilha MESMO, nada de faz de conta. Descemos pedras, subimos trechos íngremes, passamos em pontinhas de madeira. Mas tem algumas facilidades como uns degraus ecológicos em trechos mais difíceis, pedras de apoio, etc. Deu para fazer tranquilo com o Gu. Ele caminhou grande parte do tempo, mas foi carregado um pouco pelo pai também. Tinha lugares mais complicados de atravessar que só no colo mesmo.  A volta para a sede, ao final do passeio, é feita em um caminhão pau de arara é uma diversão a parte para todos. 






A COMIDA: Partimos para a trilha levando lanchinhos conosco. Optamos por frutas, sucos, sanduíche natural e barra de cereais, além de água, claro.

Nas paradas longas para banho a gente aproveitava para lanchar. O Gustavo devorou o sanduba dele com gosto (o que não faz uma boa caminhada!) e depois "bateu" um prato de peão no almoço, sem nem respirar. Eu ficava só vendo e rindo dele comer com aquela voracidade toda.



Por falar em almoço (incluso no pacote), ele é simplesmente uma atração à parte, maravilhoso! A melhor galinhada da minha vida, ever. Acho que a fome insana que a gente chega lá ajuda, mas é mesmo muito boa, podem confiar!

Logo quando chegamos de manhã já vemos o fogão a lenha pegando fogo para o início do trabalho das cozinheiras.



No almoço tinha: galinhada, arroz branco com milho, feijão, mandioca cozida, macarrão com molho de tomate, farofa, couve refogada, saladas: alface, tomate, vinagrete, beterraba, cenoura, repolho (tudo da horta deles). Vi gente pedindo ovo frito e fizeram na hora, com muita cortesia. Ainda tinha copinhos de café com rapadura, queijo e goiabada. Durante todo o dia havia disponíveis garrafas de café e chá de erva cidreira.

As bebidas são a parte e você pode adquirir lá mesmo ou consumir as que tiver levado.

Após o almoço foi a vez de aproveitarmos o redário. Todos cochilamos e o Gustavo deve ter dormido umas 2 horas seguidas!






Depois de tudo isso sós nos resta concluir: FOMOS & APROVAMOS (e já estamos doidos para voltar!!!!)

Mais informações no: www.chapadaimperial.com.br

Um abraço aventureiro,

Amanda, mãe do Gustavo


 *fotos de arquivo pessoal (proibida a reprodução sem que a fonte seja citada)