29 de novembro de 2013

1º/12 - Dia de Luta contra HIV/AIDS - Preservativo Feminino



Que sexo é bom, ninguém discorda, mas antes de tudo devemos ter responsabilidade para fazê-lo e a prevenção é a maior delas. Muitos consideram a obrigação de se cuidar como sendo da mulher, afinal ela é a parte mais vulnerável no caso de uma gravidez não programada.

Sempre ouvi que gravidez é o melhor que pode acontecer com praticantes de sexo casual e as doenças que estão por aí são bem mais preocupantes. Infelizmente muitos homens ainda se recusam a usar camisinha ou até esquecem na hora que o clima esquenta e pensando nisso foi criado o preservativo feminino que, teoricamente, traz algumas vantagens sobre o masculino. Testamos e deixo aqui minhas impressões.

De acordo com o site do ministério da saúde o preservativo feminino também serve para se prevenir contra a aids, hepatites virais e outras doenças sexualmente transmissíveis. Assim como a opção masculina, também evita uma gravidez não desejada. Por ficar dentro do canal vaginal, a camisinha feminina não pode ser usada ao mesmo tempo em que a masculina. É feita de poliuretano, um material mais fino que o látex da camisinha que envolve o pênis. É, também, mais lubrificada.

A camisinha feminina é como se fosse uma “bolsa” de 15 centímetros de comprimento e oito de diâmetro e possui dois anéis flexíveis. Um é móvel e fica na extremidade fechada, servindo de guia para a colocação da camisinha no fundo da vagina. O segundo, na outra ponta, é aberto e cobre a vulva (parte externa da vagina).

Cuidados com o preservativo

·         Para não estourar, a camisinha merece cuidados especiais:

·         Armazenar afastado do calor, observando-se a integridade da embalagem e prazo de validade;

·         Não usar com o preservativo masculino;

·         Ao contrário do preservativo masculino, o feminino pode ser colocado até oito horas antes da relação e retirado com tranquilidade após a relação, de preferência antes de a mulher levantar-se, para evitar que o esperma escorra do interior do preservativo;

·         Já vem lubrificado; no entanto, se for preciso, devem ser usados lubrificantes de base oleosa fina na parte interna;

·         Para colocá-lo corretamente, a mulher deve encontrar uma posição confortável (em pé com um dos pés em cima de uma cadeira, sentada com os joelhos afastados, agachada ou deitada).

Uso correto

·         O anel móvel deve ser apertado e introduzido na vagina. Com o dedo indicador ele deve ser empurrado o mais profundamente possível para alcançar o colo do útero; a argola fixa (externa) deve ficar aproximadamente 3 cm para fora da vagina; durante a penetração o pênis deve ser guiado para o centro do anel externo.

·         Com o vaivém do pênis, é normal que a camisinha se movimente. Se o anel externo estiver sendo puxado para dentro, é necessário segurá-lo ou colocar mais lubrificante.

·         Uma vez terminada a relação sexual, a camisinha deve ser retirada apertando o anel externo. É preciso torcer a extremidade externa da bolsa para garantir a manutenção do esperma no interior da camisinha. Depois, basta puxar o preservativo para fora delicadamente. E a cada nova relação deve-se usar um novo preservativo.

As vantagens que observei são o fato de ser de poliuretano, ideal para quem é alérgico ao látex, e poder ser colocada até 8 horas antes do ato sexual, logo não se pode dizer que esqueceu na hora H. Acaba por aí!!

O uso em si não é difícil e nem é desconfortável, mas também não ajuda no ato sexual em si. A aparência do preservativo é, no mínimo, curiosa e as preliminares já ficam quase excluídas com o seu uso, além disso há de se ter cuidado no momento da penetração, pois como não fica “colada” ao canal, pode acontecer do pênis entrar entre o preservativo e o a vagina.

Claro que é uma opção, mas sinceramente não repetiria a experiência. Prefiro a monogamia e outros métodos contraceptivos.

28 de novembro de 2013

Brincadeira de criança


Um dia desses estava aqui amamentando a Beatriz e de repente ouvi um barulho de crianças correndo na rua, gargalhando em pleno sol das 15h e parando quase em frente à minha casa. Curiosa, levantei e fui ver do que se tratava. Era um grupo de cinco adolescentes uniformizados, correndo atrás de um menino de cabelos loiros e cacheados, que ria e dizia “véi, isso é coisa do passado...”. Tal foi minha surpresa ao entender do que se tratava: os companheiros de brincadeira o “caçavam” para lhe tacar ovos na cabeça em celebração ao seu aniversário.

Estranho? Bizarro? Sem propósito?

Bom, a brincadeira me trouxe à memória a minha infância. Época boa, inocente, cheia de gargalhadas. Como diria meu avô, “fiz muito isso”, me referindo à brincadeira de atirar ovos nos aniversariantes. Da mesma forma que atirei ovos em amigos e amigas da rua ou da escola, também fui alvo deles nos meus aniversários. Lembro como se fosse hoje. A correria e a empolgação eram iguais às desse grupo de adolescentes em frente à minha casa. Show!

Esse déjà vu foi bem inesperado e, digamos, delicioso, mas não parou por aí. Lembrei de outras tantas brincadeiras saudáveis “da minha época”, como: queimada, bete e até as velhas competições em carrinhos de rolimã. Sim, eu preferia brincadeiras agitadas à calmaria e inércia das bonecas. Gostava também de Banco Imobiliário, Jogo da Vida, brincar de professora ou de executiva. Esse era o meu perfil.

Todas essas lembranças me fizeram olhar pro meu filho mais velho, Rafael, hoje com 4 anos de idade, e me perguntar que tipo de brincadeiras essa geração aprenderá para se divertir.



Hoje vejo crianças da idade do Rafael ou até mais novas se divertindo horas e horas debruçadas em aparelhos de última geração. Tablets, smartphones e afins viraram brinquedos nas mãos desses pequenos seres, cujos cérebros são comparados a esponjas, tamanha sua capacidade de absorver conhecimentos. A disciplina Informática já faz parte do currículo da Educação Infantil; muitas escolas hoje adotam tablets como principal ferramenta de armazenamento de obras literárias – o que ajuda nos projetos de “Papel zero” –, e por aí vai.


Parece fascinante se houver limites, mas me pergunto se essas mesmas crianças têm contato com as brincadeiras lúdicas, que permitem diversos aprendizados além do brincar por brincar, vejamos: a “amarelinha” é um excelente estímulo ao equilíbrio, à coordenação motora e ao aprendizado ou reforço dos números; o pique-esconde vai além do “contar até dez” – que por si só já é um grande exercício a depender da idade da criança – e estimula a interação e o jogo em equipe, assim como as brincadeiras de bete (nem sei se hoje em dia alguém brinca disso!), queimada, etc. Isso sem citar a importância do contato infantil com livros, com tintas, massinhas e outros diversos materiais que aumentem a percepção sensorial das crianças.


Depois de refletir sobre tudo isso, que tal aproveitar o tempo livre em família e apresentar ao(s) seu(s) filho(s) brincadeiras da sua época e se divertir com ele(s)? Aqui em casa o pique-esconde vira a sensação do domingo na casa da vovó, todo mundo entra na dança. #ficadica

Abraços, Carol Braz, mãe do Rafael (4 anos) e da Beatriz (3 meses)

27 de novembro de 2013

Pergunte ao Dr. Petrus - Parto Normal ou Cesárea?


 Parto Normal ou Cesárea? Marcar uma data ou esperar o bebê “avisar” que é chegada a hora? São tantas dúvidas, tantos palpites e pitacos que se não houver muita certeza do que se deseja e um acompanhamento que inspire confiança e tranquilidade, até a mais tranquila e sensata das mulheres pode perder um pouco o juízo.
Veja quais foram algumas das dúvidas da nossa leitora.

"Até quantas semanas uma gestante pode esperar para entrar em trabalho de parto?
Alguns médicos dizem que o máximo é 40 semanas. Outros dizem 42.
E, se chegar ao máximo da espera e a mulher não tiver nenhum sinal de que o bebê quer nascer embora tenha estado tudo ok no pré-natal? Pode-se esperar ainda mais um pouquinho?

Ats,
Caroline (gestante de 30 semanas)"



Olá, Caroline!
A data provável do parto é definida quando a gestação completa 40 semanas; a partir dessa data considera-se pós-datismo e, a partir de 42 semanas, pós-termo. O termo médico para essas situações é o de Gestação Prolongada.
Todas gestações a partir de 40 semanas devem ser bem conduzidas em relação à vigilância da vitalidade fetal por meio de monitorização de movimento fetal, tal como o mobilograma, que é a contagem dos movimentos fetais no decorrer do dia, associada a exames como cardiotocografia basal ou perfil biofísico fetal ou dopplerfluxometria. Esse cuidado todo se deve ao risco um pouco mais elevado de insuficiência placentária que pode acarretar em um sofrimento fetal.
As evidências científicas mostram que há uma segurança em se passar de 40 semanas, tendo como objetivo chegar a, no máximo, 41 semanas, e um risco maior passado desse período.
Não há um consenso muito bem definido se 41 ou 42 semanas, embora a maior parte das "escolas obstétricas" vem aplicando o conceito de até 41 semanas.
Eu, particularmente, sigo a definição de até 41 semanas mesmo tendo o pré-natal ok por acreditar que a partir daí há um risco maior do que benefícios.
Atenciosamente e à disposição,
Dr. Petrus Sanchez
CRM-DF 13584
TEGO 0212-2008

PACIENTES E FAMILIARES: As orientações médicas acima possuem caráter meramente informativo, não substituindo a consulta médica presencial necessária

26 de novembro de 2013

Três campanhas que precisam de você!



O Blog hoje abre espaço para 3 lindas campanhas que estão acontecendo e que merecem a atenção de toda a sociedade! Os servidores do Tribunal de Justiça do DF abraçaram 3 causas: 1) Os bebês que moram com suas mães condenadas na penitenciária feminina, e que já chegam ao mundo de uma maneira tão difícil; 2) os presos segurados da Ala Psiquiátrica, que precisam de atividades específicas para sua recuperação e 3) os jovens institucionalizados, que a rede Anjos do Amanhã procura ajudar.

Um minuto da sua atenção para a leitura do material oficial, temos certeza que você irá abrir o coração e ajudar!
 Abraços, BMB
VEP

A Vara de Execução Penal do DF continua arrecadando brinquedos e roupas para bebês, filhos de mães condenadas, que permanecem na penitenciária feminina até os seis meses de idade. A campanha promovida por meio da Seção Psicossocial da VEP, também arrecada material de arte para presos segurados da Ala de Tratamento Psiquiátrico - ATP. As doações devem ser entregues na recepção de todos os Fóruns de Justiça do DF até 6 de dezembro.

Essa é a primeira campanha do TJDFT voltada a atender, minimamente, às necessidades dessas crianças que, por situações adversas, têm os primeiros meses de vida transcorridos no ambiente prisional, junto a suas mães que cumprem pena em regime fechado na Penitenciária Feminina do DF, conforme previsto na Lei 11.942/2009.

No segundo caso, a ideia é angariar material de arte a fim de viabilizar atividades de terapia ocupacional para os internos da Ala de Tratamento Psiquiátrico. As aulas, que deveriam ser ministradas por uma equipe de saúde do GDF, muitas vezes não são realizadas, devido à falta de material para esse fim. Com isso, a ociosidade acaba por comprometer, ainda mais, o estado desses pacientes, agravando sua sanidade mental e protelando uma possível recuperação.

O material de artesanato solicitado é basicamente constituído por material escolar como: lápis, canetas, lápis de cor, canetas hidrocor, pincel atômico, giz de cera, borracha, apontador, cola, durex, fita crepe, cartolina, papel crepom, papel A4, telas, lã, palitos de picolé, entre outros.


ANJOS DO AMANHÃ

Ceia natalina de jovens institucionalizados

VIJA Rede Solidária Anjos do Amanhã está arrecadando alimentos não perecíveis para ceia natalina das crianças e adolescentes vinculados a instituições.
A Festa de Natal está chegando e as entidades de acolhimento pedem itens alimentícios não perecíveis para realizar a ceia natalina das crianças e adolescentes. As doações podem ser entregues até o dia 10/12 na Rede Solidária Anjos do Amanhã, programa de voluntariado da Vara da Infância e da Juventude.
Podem ser doados alimentos como panetone, bolo, castanhas, frutas secas, creme de leite, leite condensado, gelatina, frutas em calda, arroz, ervilha, milho, macarrão, farinha de mandioca, biscoito champagne, batata palha, maionese, sucos concentrados e em caixas, refrigerantes, chocolate em pó, etc.
Serviço
Rede Solidária Anjos do Amanhã – Vara da Infância e da Juventude
Endereço: SGAN 909, térreo do prédio principal
Telefones: 3103-3385 / 3286

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TJDFT

25 de novembro de 2013

Papai, onde está escondido o seu machismo?



É indiscutível que nas últimas décadas o conceito de família se transformou radicalmente. Além do modelo clássico de pai, mãe e filhos, a sociedade tem passado a admitir também as famílias monoparentais (formadas apenas pelo pai ou pela mãe e seus filhos), as formadas em segundos ou terceiros casamentos (agregando os filhos dos matrimônios/divórcios anteriores) e até mesmo aquelas decorrentes da união de casais do mesmo sexo. É uma evolução bastante significativa e positiva, na medida em que reconhece que existem várias formas de se compreender os laços de afeto e de parentesco que unem as pessoas.

Por outro lado, a chamada família tradicional também não é mais a mesma de tempos atrás. Aquela idéia do pai provedor do sustento e da mãe cuidadora das crianças e das tarefas domésticas já era. As mulheres tem continuamente firmado a sua independência financeira e a sua participação no mercado de trabalho, enquanto os homens tem assumido cada vez mais o seu papel dentro do lar, inclusive participando ativamente da criação dos filhos.



Essa nova realidade social, todavia, ainda não está completamente consolidada. Mudanças de costume não ocorrem da noite para o dia e vemos aqui e ali evidências de que valores antigos (para não dizer arcaicos) ainda estão impregnados no subconsciente coletivo. E não me refiro a nenhum recanto do interior do país, falo daqui mesmo da Capital Federal, onde podemos atestar que certos conceitos machistas sobrevivem escondidos, talvez alimentados pelo nosso pré-conceito. Poderia citar aqui diversos exemplos que demonstram que ainda temos muito que progredir, porém escolhi um que me incomoda pessoalmente: os trocadores de bebês em banheiros de uso coletivo.

Tenho um filho de dois anos, que ainda usa fraldas, especialmente fora de casa. Não raro, estamos em um restaurante ou qualquer outro ambiente público e surge a necessidade de trocá-lo. Tomo a iniciativa de providenciar a higiene da criança quando me deparo com uma situação que considero absurda ou, no mínimo, injustificada. Só o banheiro feminino do estabelecimento dispõe de trocador de bebê. Daí, tenho que pedir que a minha esposa o troque ou, se quiser ou necessitar fazê-lo pessoalmente, preciso procurar outro lugar para realizar a tarefa. Já cheguei a colocar o menino em cima da bancada da pia, em uma dada oportunidade.

Ora, por que raios o trocador é uma exclusividade do banheiro feminino? Será que homem não troca fralda? Será que um pai não pode frequentar um restaurante sozinho com o seu bebê? Ou a pior de todas as hipóteses: Será que essa é uma obrigação só da mulher?

Banheiro masculino do Castelo de Neuschwanstein – Alemanha

Nessas horas, penso o quanto ainda somos machistas. O quanto ainda atribuímos às mulheres essas obrigações que, pela nova realidade social, não são mais só delas. E assim persiste a chamada “dupla jornada” da mulher moderna, que assume a responsabilidade de sustentar a casa junto com o marido, mas não divide com ele as tarefas que sua bisavó fazia sozinha.

Em 08 de março de 2013, Dia Internacional da Mulher, a renomada jornalista Miriam Leitão não falou de economia na sua tradicional coluna matinal na rádio CBN. Ela usou o espaço para enaltecer as conquistas das mulheres e lamentar as dificuldades que ainda enfrentam. No seu comentário, foi dito algo que me marcou profundamente e me fez reavaliar seriamente os meus conceitos. A colunista disse que não gosta quando escuta um homem dizer orgulhoso que “ajuda” muito a sua esposa em casa.

Ao ouvir a frase também estranhei. Pensei: Ué, o homem não deve ajudar?! Não, respondeu Miriam ao âncora do programa (um homem) que também fez a mesma pergunta. Segundo ela, o homem tem que dividir o trabalho com a esposa. Ao dizer que “ajuda”, de alguma forma se está afirmando que a obrigação é da mulher e o homem a auxilia na medida da sua disponibilidade.

Neste Dia Internacional da Mulher, descobri onde estava escondido o meu machismo. Numa expressão singela, que camuflava um pré-conceito ridículo, pois também me orgulhava de “ajudar” minha esposa. A partir dali, mudei radicalmente minha postura como marido e pai, adotando uma maneira completamente nova de pensar e agir.

Hoje, tomo como minhas as obrigações do lar e, principalmente o cuidado com os filhos. Considero como meus os deveres de educar, alimentar, banhar, vestir, brincar e passear com as crianças. Isto não quer dizer que eu tenha que fazer tudo sozinho, ou que não possa dividir com a minha esposa essas tarefas. Pelo contrário, ela continua sendo a minha companheira de todas as horas. O que eu quero dizer é que devo assumir a iniciativa e a responsabilidade.

Ela trabalha, é mãe e esposa; eu trabalho, sou pai e marido, realizamos nossas atividades na mesma medida e na mesma importância, tanto fora quanto dentro de casa. É claro que cada casal tem a sua realidade e, às vezes, um tem que assumir papeis que o outro precisa deixar de lado. Mas que isso não ocorra por razões sexistas ou fundadas na obsoleta ideia de que “esse” é o papel do homem, enquanto “aquele” é o papel da mulher.

Tenho dois filhos e quero educá-los para um dia serem homens, no melhor sentido da palavra. Livres de pré-conceitos ultrapassados e de mentalidades que não se justificam mais nos dias atuais. E, se é pelo exemplo que as crianças aprendem, então é buscando ser este homem que eu vou torná-los, de algum modo, melhores do que eu sou, do que o meu pai é, do que o meu avô foi...


Luiz Eduardo, marido de Lucyanna e pai de JP e GB


Que tal partilhar conosco sua opinião sobre esse ou qualquer assunto do universo familiar? Escreva para nós! Será um prazer publicar o seu texto.

22 de novembro de 2013

“A gente planeja, Deus ri”

“A gente planeja, Deus ri”

Com vocês o lindo relato de uma mãe seguidora de nosso blog! Emocionante ler cada palavra dela.


Resolvi escrever para Big Mothers para compartilhar um sentimento que, certamente, pode ajudar muitas mamães de primeira viagem.
Quando recebi a notícia da minha gravidez, foi um susto! Custei a aceitar. Apesar de sempre querer ter um filho, a ideia de estar grávida era muito nova e completamente longínqua até então.
O medo tomava conta de mim. Eram tantas incertezas. Eu, barrigudíssima, mal sabia o que era uma fralda para trocar. Lia sobre tudo para tentar alguma “experiência” de mãe, mas a inseguranças só aumentavam. Não sabia o que fazer, nem como fazer. Dúvidas e mais dúvidas. Como faria sozinha em Brasíia? Minha família mora em Minas. Como trocar fralda? Ver se está com fome ou cólica? Qual a diferença dos choros nestes casos???  Enxoval...o que era um cueiro???Aff...uma loucura!
Cabeça a mil, com ajuda de algumas pessoas consegui desvendar alguns itens do enxoval e saber qual a posição certa da fralda. Mas chegava o dia. . É incrível como Deus nos fez esperar por 9 meses para que o sentimento de “ser mãe” se acomode e você passe a sentir, de fato, mãe após este período.
Entrei para a sala de cirurgia ainda sem o sentimento convicto que seria mãe. Eis que João Victor nasceu dia 12/12/2012, data escolhida por mim, já que o parto foi cesárea devido a complicações no cordão umbilical.
Incrível!!!! Chorei ao ouvir o choro dele e ver aquele bebê tão indefeso em minhas mãos, sob minha responsabilidade. A mãe surgiu ali. Como um toque de mágica!
Amei ele desde o primeiro segundo que o vi e sinto uma imensa felicidade desde que ele nasceu. Minha vida mudou pra melhor. As dúvidas???? Ah! Todas se foram, já que a gente tem um instinto maternal e ele aflora, pode acreditar!
Hoje, mais segura, percebo que a gravidez, apesar de incidental, foi acertada. Foi na hora certa! A hora de Deus! Costumo falar um ditado que ilustra muito bem a vida de todos nós. “A gente planeja, Deus, ri.” E ele riu muito, mandou um anjo em minha vida e me mostrou que a gente não planeja nada e que a hora certa é o Senhor que escolhe.



Michelle Araujo
Mãe de João Victor, hoje com 11 meses

21 de novembro de 2013

A vida é feita de fases


Quem precisa trabalhar fora de casa para garantir o sustento da família ou porque não curte ficar em casa e optou por contar com o apoio de um berçário ou creche sabe como são as angústias vividas pelo coração materno (ok, os pais também sentem, mas de uma forma digamos... “deles”). Será que estão cuidando bem do meu filho (ou filha)? Será que ele(a) está mesmo se adaptando? Será que são carinhosos? Os “serás” parecem intermináveis. E eu defendo: devem mesmo ser intermináveis, afinal, estamos tratando do bem mais precioso que temos, nossos filhos, não é mesmo?!

O processo é longo e começa com pesquisa. Depois de fazer uma lista de locais que se encaixem no seu orçamento (vai dizer que não!) você passa à fase das visitas. Conversa de cá, conversa de lá, conhece a equipe técnica, da limpeza, pedagógica, conversa com Psicólogo, com Coordenador, com Nutricionista, conhece a proposta pedagógica da instituição (diga-se de passagem, importantíssimo se debruçar sobre esse tema), se certifica de que tudo está bem, dentro dos conformes. Depois de várias visitas finalmente toma uma decisão e agiliza a matrícula – sim, geralmente sob pressão, porque se demorar fica sem vaga. Tudo resolvido, certo?! Não. Que o diga seu coração, não é mesmo?!

E assim tem início mais uma fase desse game. Coração de mãe nunca está plenamente tranquilo, vive em estado de alerta – o que é saudável, penso eu, desde que não vire paranoia infundada – e garante que as coisas permaneçam sob controle.

Matrícula feita, ansiedade sob controle (ou não!), início das atividades... Aí seu “bebezinho” (lembre-se: isso independe da idade) volta e meia aparece resfriado, com o nariz escorrendo. Você se informa e descobre que “passou de fase” e que terá que se adaptar a isso também, afinal, seu “bebê” está aprendendo a se socializar. A troca nessa fase vai além das experiências, passa também pela troca de fluidos corporais – estou falando da baba, calma coração. E muitas mães vivem a temível fase que prende a gente por longos meses: mal você consegue deter aquele resfriado antes que ele vire uma gripe, lá está seu bebê novamente enjoadinho e com o nariz escorrendo novamente. E se virar uma gripe... Ai, ai.
 
Aqui abro parêntese pra uma prática que tenho acompanhado com frequência principalmente em redes sociais: mães indignadas porque outras mães mandam seus filhos pra escola mesmo doentes, podendo virar uma roda gigante de compartilhamento de vírus e bactérias. Vamos ter consciência, né?! Tá certo que faltar ao trabalho pra cuidar de filho doente nem sempre é tranquilo, mas é necessário. Fecha parêntese.

Mas e quando a causa da febre é aquela campanha de vacinação anunciada pelo governo?! Você, espertamente, decide vacinar numa clínica privada, com um “modelo” de vacina que cause menos efeitos colaterais no seu “bebê”. Mas aí você descobre a duras penas que a reação independe da fonte da vacina. Seja num posto de saúde do SUS ou numa clínica privada, se seu “bebê” tiver que ter uma reação à vacina ele terá, em menor ou maior grau de sofrimento. Simples assim.

Já se identificou?

Outro momento tenso, digo, outra fase, é quando a dentição começa a querer aparecer. Sua vida dá outra guinada (pra baixo, num primeiro momento). A agonia de sentir um dentinho rasgando a gengiva não me é agradável e com certeza seu bebê também não curte o momento. Por isso, em geral, eles ficam enjoados, babando mais do que de costume, levando tudo à boca, irritados, agoniados, etc., etc., etc. E ainda podem ter febre. É coisa demais, né não?!

E quando o assunto é a introdução de novos alimentos? Que tal o aprendizado dos números, das vogais e das consoantes? E quando a gente entra no mundo mágico da alfabetização e curte de montão cada descoberta, cada “juntar de letras”? E quando aprendem uma cor em outro idioma e saem falando “yelow” pra tudo amarelo que veem pela frente?

Tá percebendo que vivemos em fases?
 
Não só vivemos em fases, como precisamos aproveitar ao máximo cada uma delas, pois eles crescem, e crescem rápido.
 
Você tem aproveitado e vivido cada fase com seu filho? "Se joga"! #ficadica


* a propósito: a época de matrículas já começou. Se quiser dê uma olhadinha no nosso Especial Escolas Particulares no DF (aqui). Pode ser útil.
 
Abraços, Carol Braz, mãe da Beatriz (3 meses) e do Rafael (4 anos) – foi “um dia desses que ele nasceu”, minha gente!

20 de novembro de 2013

Oração por você, minha filha.

Ela diz que sou eu.
Não, filha, você não é a mamãe.
Até se referiam a você como Maiarinha quando descobrimos que esperávamos uma garota e não estava definido o nome.
Vejo muito de mim em você. Na determinação. Na fala segura de quem sabe o que quer e só se convence com argumentos razoáveis. Na postura observadora. Na timidez inicial.
Na falta de economias pra dizer “eu te amo”. No abraço acolhedor quando diz ao amiguinho chorando: “o que foi? chora não, sua mãe já vai chegar...”.
Mas você não sou eu, aliás, você tem temperamento mais parecido com o de seu pai.


Pra você a água tem que estar morna e não bem quente como a mamãe gosta.
Eu queria que você fosse a bailarina mais linda, mas você prefere judô.
Você tem voz firme e fala alto, ao contrário de sua mamãe que prefere um tom mais baixo, algumas vezes o sussurro.
Então, o que eu quero pra essa vida? Quero que você não seja eu, mas que aprimore o que herdou de bom de nós.
Se você quer ser a mamãe, que você seja a minha versão melhorada.

Sonho que as pessoas a amem pelo seu jeito de ser, que fiquem alegres com suas conquistas, que sejam abençoados por suas palavras.
Que seu abraço acalente. Que sua música tenha unção e traga Paz.
Pedi você a Deus porque tenho esperança na humanidade, “fé na vida, fé no homem, fé no que virá”.
Obrigada por me dar a oportunidade de tentar, de querer e sonhar conseguir. De te ensinar valores do bem.
 
Que você encontre graça aos olhos de quem passe por você.
Que as portas sejam abertas. Que Deus a use como instrumento Seu.
Que Ele a livre de todo o mal e te cerque de boas companhias.
Que Ele te faça ser uma boa companhia.
Que seus sonhos se realizem e que Cristo sempre prospere o trabalho de suas mãos.
Que você seja Nicole.


De sua mãe, Maiara.





19 de novembro de 2013

TAGUAPARQUE - Fomos e aprovamos (+ com ressalva!)

Localizado às margens do Pistão Norte, em Taguatinga Norte/DF, é um parque muito legal para fazer passeio em família.
Esse ano fui algumas vezes levar o pequeno para brincar nos parquinhos infantis que tem lá.
Recém reformado (na verdade tiveram que mudar a estrutura de lugar), o espaço das crianças ficou super atrativo.  Nos finais de semana fica lotado, pois além desse cantinho para meninada gastar as energias brincando, o parque tem uma área verde muito bacana, calçamento grande para quem gosta de corrida, caminhada, bike, patins. Ah, e quadras de areia para futebol, vôlei... De vez em quando passo pelo local e vejo estrutura de brinquedos infláveis montados. Ou seja, atrações para todos os gostos e idades.
Sobre o parquinho das crianças, que é a minha “praia”, posso dizer que a nova localização ficou bem melhor. Agora tem árvores ao redor do espaço, o que proporciona uma deliciosa sombra, além de mais banquinhos e uma escadaria estratégica para os pais se sentarem enquanto os filhos correm, pulam, sobem, descem, ..., ufa! 





Quem quiser também pode fazer um piquenique por lá, é muito comum ver famílias chegarem “munidas” de lanchinhos. Mas se o plano não for sair de casa com muita coisa, lá é possível encontrar de tudo um pouco: o tio do algodão doce, da pipoca, do açaí, da água, do picolé, das frutas, ...
Parece bom né? E é!



Eu recomendo, porém, não posso deixar de falar da ressalva: o banheiro. Os temidos banheiros públicos!
Por que é tão difícil encontrar um decente?
Juro que não entendo, falta higiene, falta material, falta manutenção, falta educação, falta tudo.
Da última vez que fui nem usei, mas de longe vi que a situação não parecia boa.
Da penúltima vez precisei levar o pequeno e fiquei decepcionada. Torneira da pia quebrada, vaso entupido, papel higiênico não tinha, só um pra secar a mão e daqueles beeeeeem ruim. Enfim, não precisava ser assim não é?


Então fica a dica, lencinho na bolsa e bom passeio!

(fotos tiradas no feriado de 15/11/2013)

Andréa, mãe do Gabriel

18 de novembro de 2013

Pineco Nobile e nossos filhos


Não sou radical, ao contrário, quando o assunto é alimentação sou adepta do meio termo e do bom senso como armas para a árdua luta de educar os filhos. Na busca desse equilíbrio, fiz uma opção pela preferência pelos alimentos integrais.

Não é uma regra fechada, mas preferimos alimentar as crianças com arroz, pão e macarrão integral.

E assim vínhamos há cinco anos, só comprando arroz integral em casa e, em outros ambientes, oferecendo, sem alardes, o arroz branco. Meus filhos sempre gostaram muito, o mais velho ao ponto de repetir.



Até que um dia desses aconteceu o seguinte diálogo à mesa:

_ Mãe, esse arroz aqui é Pineco Nobile?

_ Filho, todo arroz é igual. Pineco Nobile é só uma marca que faz propaganda na televisão.

_Mãe, eu só quero se for Pineco Nobile.

Desse dia em diante, estamos em uma luta considerável para fazê-lo comer o arroz integral. Expliquei que o outro é pintado, cheguei a dizer que tinha comprado o Pineco sem ser pintado...mas a relutância anda firme.

Não, não foi o sabor do arroz o problema. Ele sempre adorou o arroz integral, até porque compro o agulhinha, mas parecido com o branco no preparo e na consistência.

A questão foi que aquela bendita propaganda fez uma verdadeira lavagem cerebral no meu rapaz de 4 anos e 11 meses.

Ele não passa horas na frente da TV, o problema é que o tal comercial passa sempre no horário em que ele assiste.

O que fazer? Proibir a TV? Mudar de canal (a outra opção para idade dele tem 3 vezes mais comerciais)? Silenciar? Achar que é assim mesmo e pronto?

Tenho a sensação de que as coisas passaram do limite. Até o arroz é objeto de comercial com foco nas crianças.



Como disse no começo, não sou radical. Não sou adepta do consumismo zero. Por outro lado, situações como a que estou passando me fazem pensar se já não está mais do que na hora de uma regulamentação séria e comprometida com a formação de nossas crianças para o consumo.

Nós, os pais, somos responsáveis pela educação dos filhos, mas a sociedade é corresponsável na formação dos futuros cidadãos. Não ver o que está acontecendo é tomar o capitalismo por ele mesmo e lavar as mãos em relação ao futuro que queremos ter enquanto nação.

Enquanto isso, aqui em casa, é arroz integral, de qualquer marca, e ponto final. Aceita?


Abraços, Lucyanna (mãe do JP e do GB)